segunda-feira, 13 de março de 2017

terça-feira, 7 de março de 2017

alunos de IPF e Filosofia Política, textos próximas aulas, lote um



Alunos IPF - lote um, 2017-03-07 link: aqui

Alunos FilPol - lote um, 2017-03-07 link: aqui

domingo, 5 de março de 2017

queremos diferente ou o mais do mesmo que nos sufoque e fim?



Em Ouvir Bolsonaro? [aqui], Priscila Figueiredo toma como ponto de partida uma cena durante a votação do golpe parlamentar que tungou o mandato presidencial, a cena em que um ex-sargento cita o nome Ulstra.

Essa pessoa, conhecida por sua defesa de longa data da Ditadura de 64 e da prática da tortura, torna-se um dos favoritos na próxima ficção a ser encenada nas urnas presidenciais.

Não só a única reação ao gesto do gorila em rede nacional foi... uma cusparada, como o cuspe foi a única coisa punida no episódio.

O  texto, antecipo logo ao eventual leitor, é uma refinada prosa filosófico-sociológica em nada rebaixada ao nível dos impropérios com que eu o sintetizo aqui, e vale a leitura.

De fato, o texto trata das coisas que estão entaladas em nós, às vezes mais caladas que travadas, e passou a hora de reconhecer: mais travadas que o recomendável.

É um alerta.

Já entramos no terreno movediço em que a naturalização de pautas exterminadoras JÁ as tornaram política pública.

As pautas rascunhadas pelo ex-sargento são antecedidas pelos sempre criticamente diagnosticados frutos de uma sociedade escravocrata, frutos bastante presentes na história escrita nas periferias e enfrentada por gerações de lutadores sociais. 

As pautas vomitadas pelo esbirro atualizam a história de horrores e dores postas pelos mandões e seus capatazes a plantar as soluções de exceção como regra e fim. 

Problema é esse "e fim". 

Quando eu o digo, e é contra esse passo que a autora terça suas armas, interverte-se o olhar crítico em cúmplice de algo não meramente reprodutor do passado, mas a atualizar seus horrores a cada volta dos parafusos fincados pelas novas relações sociais e pelos novos modos de extração predatória do valor-riqueza nas gentes e territórios.

Por que cúmplice? 

Porque, afinal, meramente pautado pelo algoz, pelo que, em nota de rodapé, vemos Henrique Monteiro nos lembrar, por exemplo o Zizek gritando que tortura não se discute mas se interdita.

Cúmplices nos tornamos todos quando nos silenciamos condescendentes à enxurrada de sofrimento e cisões "nós x eles matáveis", cisão cuja versão apresentada pelo ex-sargento é um caminhão de areia jogado com a naturalidade de doce brisa em olhos cansados, cisão que guarda no pântano exterminador uma cadeira cativa aos "descartáveis", e aí entra de tudo, até torcedor de futebol.

Por isso o texto é sim um chamamento à ordem.

Sob pena de passarmos a vida a nos ocuparmos em combinar círculos com quadrados ou vice-versa [um desses joguinhos chama-se "ideal normativo de democracia", outro, "estado de direito"], ou seja, a nos adequarmos à pauta posta pelos que nos prometem sete palmos sob o chão, para que não nos reste vermos a árvore crescer pela raiz, que iniciemos, e logo, de modo organizado, coletivo e socialista, a grande recusa de dizer "Não, nós queremos diferente".


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Lula e os desafios à crítica postos pela ressaca pós-carnaval do Golpe


RESUMO: 
Temos de partir de um paradoxo, e é dele que trata o texto a seguir: não basta discutir eleições, mas sim entender qual a matéria social com a qual estamos às voltas. Sem esse entendimento, não tem como propor alternativas contra-hegemônicas, pois não estaremos fazendo mais do que propor o retorno do que já se mostrou um impotente e redundante fracasso. 

RESSACA PÓS-CARNAVAL DO GOLPE


"O preço cobrado por 13 anos consecutivos de governo federal, somados ao impressionante conjunto de prefeituras conquistadas e acumuladas, foi um esvaziamento do partido, que perdeu quadros e dirigentes para as funções de Estado. O PT também perdeu autoridade nas discussões políticas, em grande parte monopolizadas por quem se ocupava das funções de governo — ou assumia funções parlamentares.  O golpe contra Dilma, somado ao massacre municipal, modificou essa situação e abriu a necessidade do partido se revalorizar, tornando-se um centro real de discussão e tomada de decisão, o que só irá reforçar sua importância política. O debate sobre a nova direção, tema principal do Congresso, ganha uma importância particular em função disso." [aqui]

PROBLEMA: é um conjunto vazio a descrição "o partido se revalorizar, tornando-se um centro real de discussão e tomada de decisão".

Hegemônico no PT é o mero messianismo salvacionista colado na figura de Lula... 

Nesse sentido, Ciro acerta: é um desserviço a candidatura de Lula.

Não pelos motivos que ele o afirma, não explicitados e facilmente adivinháveis, mas por sabermos ser imobilizador de uma reconstrução das lutas socialistas, antissistêmicas, populares, anticapitalistas. 

Ademais, o esquema que derrubou Dilma não só ficou mais forte, ele tornou-se indestrutível.

A desfaçatez da vitória em 17 de abril, em lance mafioso que envolveu anos de elaboração vazado esses dias, dispensa o baile de máscaras e os andrajos formais de que se cobre a perseguição institucional.

Bastam factóides para a criminalização de tudo que desafine o coro dos golpistas, de Lula a moleques de 14 anos ocupando escolas, de torcida palmeirense a luta de trabalhadores braçais.

A desfaçatez da Exceção Tornada Regra desfila nua nos salões do Estado de Direito sob regojizo e cumplicidade policial, judiciária e midiotizante.

O que resta? 

Parir algo mais incisivo nas pautas.

Algo que mobilize a eleição de um parlamento à esquerda. 

Só tem um porém: nem na maré favorável a isso, seja pós-88, seja nos anos dourados do lulismo de resultados, isso foi mais que improvável.

Que dizer agora, acuados os lutadores por todos os lados, com a maré alta fundamentalista cristã, dos neonazistas e dos setores da agroindústria?

Que dizer da aliança entre esses setores com o capital financeiro, o que resta de industrial e a casta de funcionários públicos de alto escalão no desmanche do parque industrial, da soberania nacional ela mesma sobre seu território, suas leis e suas riquezas, sem o que sequer se pode dizer ser esse não-Estado sequer uma "nação" ou "país", nem na hora de vender camisetas de seleção de futebol, pois o lucro é da Nike?

Com tudo isso, Lula pode até ganhar e pode até assumir, tanto faz: ele e quem ganhar, se não for do esquema, não aprova nem nome de rua num legislativo composto por larápios testa-de-ferro de gangs oligárquicas, multinacionais e a serviço de uma dada potência ocidental [e será impossível qualquer espécie do necessário e usual e rotineiro mensalão sem o qual ninguém governa, nem mesmo o presidente do curínthia, sabendo-se  que não tarda a aparecer outro espertinho com cara de sonso a entregar o esquema para virar novo herói da direita].

Eleição? Mero jogo viciado que só um poderá ganhar.

Mas... qual a alternativa? 

Quem é a figura à esquerda capaz de catalizar alguma coisa de massa?

Fora Lula, I-NE-XIS-TE. 

Ciro ou Requião são menos que caudilhos, eles são um arremedo da figura do jovem-Sarney/anos 60, que era lá então a promessa de ruptura vinda de dentro do sistema consagrada no primeiro filme de Glauber Rocha. Eles não são jovens? Ao menos essa vantagem sobra para suas futuras vítimas, a de não serem tão jovens assim.

Uma coisa é certa à esquerda, é saber lidar com um fato: há um ex-partido de esquerda, o PT e o que quer que ele tenha se tornado, que é a única força política capaz de desempenhar um papel catalizador na atual etapa da história das resistências ao desmanche.

PROBLEMA: estamos a falar de uma força política QUE NÃO SOUBE liderar, nem propor, nem mesmo imaginar uma alternativa à versão hardcore do neoliberalismo que entra de sola desde o 17 de abril, e isso em conjunturas políticas nacionais e econômicas internacionais muito mais amenas e favoráveis.




DESAFIOS À CRÍTICA

Quando a gente escreve, além de ter de dizer as verdades que ninguém quer ouvir E não sejam só obviedades E saber extrai-las de um real que as mascara, tem também de usar essas tais verdades como instrumentos de luta e escrever para quem interessa [cf. As cinco dificuldades para escrever a verdade, de Bertolt Brecht, aqui]

A quem interessa o que se disse? 

Aos afetados por essa situação imposta pelo desmanche, perpassados pelas seguidas derrotas impostas pela gang que legisla no pós-Golpe de 17 de Abril.

Os derrotados não são as esquerdas nem os expulsos do governo.

Os derrotados são a população desse imenso latifúndio e celeiro para ganhos fáceis a alguns.

É a compreensão e mudança da situação dos afetados por essa situação que interessa.

Exemplo? No modo como Ludmila Abilio, em "Uberização do trabalho: subsunção real da viração" [aqui] tece a reconfiguração do trabalho como não-trabalho no fenômeno que ela nomeia como "uberização" ao estudar os moto-boys.

Proponho como resumo do argumento as seguintes palavras da autora: "a dispersão do trabalho não significou perda de controle do capital ou qualquer tipo de democratização no processo de trabalho. Pelo contrário, o que vimos nestas décadas é a enorme centralização do capital acompanhada por novas formas de intensificação do trabalho, extensão do tempo de trabalho e transferência de riscos e custos para os trabalhadores, em formas cada vez mais difíceis de mapear".

Fechando, o cenário desenhado pelas recentes decisões do governo pós-Golpe a esses afetados é o mesmo atravessado por essa moça abaixo.

A nós resta a CRÍTICA, no sentido de extrair do real as suas contradições imanentes.

Crítica é isso, avançar em ideias a compreensão do real, e só então saberemos como lutar pela sua transformação. 

Depois disso, cabe à militância, intelectual inclusive, transformar os saberes acumulados em panfletos mobilizadores.

Sem isso, para ficar na analogia com a imagem abaixo, o Lula-2018, dado o andar da carruagem que agora tem Lex Luthor entre seus cocheiros, é a fitinha azul nos braços da atual conjuntura. 

Não vai resolver muito as coisas. 

Palmeiras e a fazenda


Análise do Vitão: O Messias Saudações Palestrinas! Em toda religião de forma dogmática todos acreditam que um Messias em determinado momento virá salvar o seu povo. Futebol é religião para a maioria de nós; e a nossa diretoria acreditou piamente que um “Messias” poderia ser a nossa salvação neste momento. Após uma derrota dolorida para o nosso maior rival, em um jogo no qual tivemos uma atuação ridícula, a aposta da diretoria em apressar a estreia do Borja deu resultado. Obviamente estou exagerando na comparação, porém, a tática deu certo e o espírito do time foi renovado. Um resultado ruim diante da Ferroviária com certeza traria problemas para o Eduardo Baptista, porém a estreia do Borja deu um ânimo novo tanto para o time quanto para a torcida. Sem dúvida nenhuma foi a melhor atuação do Palmeiras em 2017, confesso que ao ver a escalação com Zé Roberto jogando em uma posição que nunca atuou no Palmeiras me deixou muito receoso. Não levo em consideração a fragilidade do adversário, analiso a disposição tática do Palmeiras e também a atuação de alguns jogadores individualmente, destaco especialmente: Edu Dracena, Zé Roberto, Tiago Santos, Michel Bastos, Keno, Dudu e o estreante Borja. O gol de Keno marcado antes dos primeiros 15 minutos de jogo ajudou a tranquilizar o time, que jogou solto durante todo o primeiro tempo. Tiago Santos substituiu muito bem ao Felipe Melo, fez bons lançamentos e demonstrou uma qualidade muito boa nos passes. William perdeu duas boas chances de ampliar o placar, aliás, eu não o colocaria como centro avante, acho que ele jogaria muito melhor aberto pela ponta direita. Não o vejo como titular, porém, tenho certeza de que será uma espécie de reserva de luxo, que entrará sempre nas partidas para ajudar o time. O primeiro tempo terminou com domínio total do Palmeiras, não sofremos nenhum ataque sequer e o Prass foi um mero espectador. No segundo tempo o Palmeiras diminuiu o ritmo e viu durante 15 minutos o time de Araraquara fazer uma certa pressão na busca do empate. Após uma boa jogada, o Dudu sofreu pênalti, porém, o árbitro marcou apenas falta fora da área, mas após jogada ensaiada Michel Bastos fez o gol. A torcida começava a se movimentar com a entrada de Borja, muito aguardado e aplaudido por todos ele entrou no Lugar de William. A Ferroviária partiu para o ataque e fez o seu gol após cobrança de pênalti, na primeira oportunidade o Prass pegou, mas o bandeirinha alegou que nosso arqueiro adiantou e mandou voltar a cobrança, na segunda oportunidade tomamos o gol. Antes que o jogo começasse a tomar contornos dramáticos, Borja saiu para o contra-ataque, ganhou a bola no meio, tocou para o Dudu que devolveu a bola para o nosso camisa 12 marcar com extrema categoria e precisão o seu primeiro gol com a camisa “santa” do Palmeiras. Foi uma festa! Torcida e todos os jogadores do time foram abraçar quem sabe o nosso novo “Messias”, convenhamos, por mais cedo que seja dizer isso, o cara realmente parece ser muito bom de bola, arrisco inclusive a dizer que não sentiremos saudades do Gabriel Jesus. Roger Guedes deu números finais ao marcador, após um importante gol de cabeça; gol que levou o atacante às lágrimas. Fim de jogo, excelente partida e muita alegria no Allianz Parque! Clima de paz no ar! Temos um elenco fantástico, o Eduardo Baptista não precisa fazer mágica, apenas tem que fazer o básico, sem inventar! É uma frase clichê nos dias de hoje, mas: o menos é mais! Um grande abraço! [publicado aqui]

COMENTÁRIO:*

Esse é o clima geral: parece que EB se encontrou.

Semana que vem estreamos na Libertadores.

Malgrado a campanha generalizada na mídia.

Que transforma a queda dum clips em vazamento nuclear quando é sobre nosso time que falam.

E vice-versa quando é algum outro.

Que transformam uma escalada do Himalaia em ida ao banheiro quando se trata de uma conquista nossa.

E vice-versa quando se refere aos nossos adversários.

A última fantasia midiotizante é piada pronta sobre o número de gambás em SP ser a somatória das demais três torcidas.

O que só confirma por quão confiáveis devemos tomar as pesquisas do DataFraude.

Boa semana palestrina e que saibamos como superar e destruir a causa do fedor que emana dos esgotos de Brasília e de cada um dos centros de poder desse latifúndio tratado como Casa Grande por 175 famílias que são as detentoras da riqueza e poder nesse não-Estado.



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

buraco sem fundo?



sim, minha gente: 
tudo isso, em rede nacional*, 
em intervalo de pouco dias.

E então o interesse pelo ânus 
pauta indignações à direita e à esquerda.
Cabeças caem. 
Já a fuga dos ratos 
da canoa furada do Sinistério Temer,
a destruição do STF e 
fim da Justiça como um todo, 
a terceirização e destruição da CLT e
a doação do petróleo e 
deixar estrangeiros levarem 
terras e florestas e universidades e midia 
e o que mais se puder doar
ao estrangeiro, seguindo-se a 
destruição de tudo, 
policialização da Era da Vigilância, 
Palestinização da Questão Social...
de boas: vamos resistir defendendo ...turbantes! 

ahhhh, como é doce o otimismo 
dos que temem o poço não ter fundo...
quem disse que ele tem lados?


Pós-escrito: aliás, mudando de assunto, ao mesmo tempo ficando nele, a coisa esculhambou a tal ponto no bananal, que algo que nunca vi esse ano veio com tudo e repetiu-se à larga: acidente AO VIVO e com muitas vítimas na Sapucaí, não um ou dois, mas até agora quatro, incluindo esmagamento de pessoas e fraturas expostas, um deles, aqui, atropelamento de 20 pessoas na pista, incluindo quatro jornalistas.
Algo me diz que chegou-se a alguma espécie de limite. 
Em pouco tempo, meses?, saberemos qual. 
Por quanto tempo os cara-de-cu mundo afora [a bola da vez, aqui e aqui e sobretudo aqui] seguirão pautando com o que devemos nos indignar?




*Referências: 
aqui oJucá, e aqui contextaliza o video do brioco.




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Lex luto, o colapso de lei sem luta.

"Um dia eu escreverei os melhores poemas de ódio jamais escritos.

E serei amado por isto. E beberei desta glória como um vinho de safra, e vagabundearei pelas campinas comendo o pâncreas dos meus desafetos.

E a eternidade se abaterá sobre mim." [aqui]


Lex luto, o colapso de lei sem luta. 

Hoje, espaço aos cartunistas que sabem dar forma ao estado de exceção que chuta o balde de vez e diz a que veio o golpe e a queda ACIDENTAL do avião do Teori, para focar hoje apenas uma de suas implicações.

Sem mais delongas, bom deleite.



























terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

estado das coisas

Eita que dá uma sensação tão ruim ler notícias hoje em dia...

Sumiu o "ponto de basta" que impedia certas linhas serem transpostas.

Outrora ele era coletivamente traçado. 

Sumiu.

Tudo agora é "desejado". 

Inexiste resistência digna do nome.

Quando eu estiver com esse estado de desânimo, postarei mais imagens, que seguem valendo tantas palavras possam ser imaginadas, depende de cada um, não há mais espaço para o "discurso do mestre", nem o militante, nem o engajado, nem mais nada. Morreram todos... 

Morremos um pouco mais e o resto é silêncio, já disse alguém.
















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