terça-feira, 17 de janeiro de 2017

cartas à mesa, façam suas apostas


O que se infere dum golpismo que prende lideranças moderadas, deixando decapitação comer solto nos presídios?

Projeto de poder dos sinistros tá bem claro: é o extermínio. 

Como tuitou a @carta maior, Prisões de lideranças são balão de ensaio do golpe p/ desmontar resistência à agenda antissocial. Única salvaguarda: resposta unificada na rua.



Mas por favor, não me venham com Lula 2018, mais do mesmo já deu o que tinha que dar... 

A hora em que isso explodir, cabeças vão rolar sim, mas (1) não será as nossas apenas, e, (2), somos muitos, e eles, dezenas... quem acaba primeiro? só digo isso 

Bora trabalhar essa resistência aí?



domingo, 15 de janeiro de 2017

tempos interessantes esses, hein?

[Jens Galschiot e sua escultura de uma Justiça obesa, mórbida, 
carregada por um povo notadamente miserável. 
Não te lembra o Brasil golpeado pelos entreguistas? [aqui]]


Se até o Wallerstein [aqui] joga a toalha, pede arrego e declara ser uma incógnita o que nos aguarda nesse 2017, então... voltemos os olhares aos cenários que ele mesmo nos ensinou a pensar, o sistema-mundo em ciclos de longa duração. 

Sob esse recorte, e agora é minha vez de especular. Parafraseando Clausewitz, Trump, assim como o golpe brazuca, é o acirramento do neoliberalismo por outros meios. 

Dois seriam os atores que poderiam barrar esse movimento: a força e mobilização populares, e o estado de direito. 

O segundo, morreu e seu cadáver se arrasta por aí carregado pelo sistema poder-dinheiro defecando regras como se justiça fosse. 

O primeiro, o povo, não está nem aí e tá mais interessado nos jogos da semana, na breja, no dízimo, no back, nos psicotrópicos, na sandália, na maromba, na balada, na deprê, tá tudo aí ao alcance da mão.

Enquanto se nomeia "vida" a esses farelos de povo e de justiça com que se melecam dedos, corações e mentes, tem uma galera aí nadando de braçada ao redor das certezas de seus umbigos identitários que manda lembranças, pouco se lixando pro tsunami que arrasta a todos. 

Por isso mesmo, só resta fechar o domingo citando Hobsbawm: tempos interessantes esses, hein? É de encher a boca!

Boa semana.








segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

acidente ou tragédia?


aí eu te pergunto:
Temer, o Minúsculo,
e esse bando de cretinos hatters fascistas comentadores de portal,
a cavalgarem seus discursos de ódio e extermínio,
alçados do isolamento de práticas cotidianas a políticas de governo,
elevados todos à condição de dignatários da república de siglas e ministérios,
prefeitos assumindo da cadeia,
a doação dos serviços públicos de educação e saúde a fundamentalistas cristãos,
o "olho por olho dente por dente" elevado a política de segurança,
a justiça como arma de perseguição política,
a doação do patrimônio a multinacionais,
a quebradeira econômica,
quando não seguida pela reação de carneiros em abatedouros,
abrilhantada por famosos decadentes a pousar
com suas vassouras a fiscalizarem latrinas e vias,
tudo isso,
FOI ACIDENTE, TRAGÉDIA,
ou a repaginação [upgrade, para falar como os milleniuns]
da farsa da desfaçatez de classe
cronicamente imposta há séculos?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

estado da questão: há uma guerra, e estamos perdendo

MATAM.
Aí tem gente que "entende gesto do assassino
O Fantástico traz versão do assassino, mas não a das vítimas. 
JUNTE OS PONTOS.
É circular.

Abriram as portas do inferno. 
Sabíamos ser difícil empurrar a Legião de volta para.
Faltava descobrir o que é a Legião. 
Estamos descobrindo.

Nada foi por acaso: 
o plano é destruir o país, 
reduzi-lo à condição 
de entreposto comercial.

Mata-se metade da população a longo prazo 
com as medidas uma a uma aprovadas:
é guerra civil já declarada, 
mas os que morrerão não sabem.

Projeto de destruição sistemático, elaborado, 
legitimado pelo Grande Irmão do Norte, 
que controla e executa à distância, 
via mídia, corações e mentes.

Enquanto todos se matam por aí, vendo jornal
pinga-sangue, novelas, funk, reduzidos
todos a condições tribais, selvagens 
contentes com miçangas, espelhos, celulares.

Entra década e sai década como povo
cuja única história consentida pelos 
que mandam é a da sua destruição e 
a de sua gente reduzida a farrapos.

Enquanto se elege dórias e crivelas, 
viva a democracia
elege-se Lula, Chávez ou Hamas, 
golpes, caos, bombas.

Marines são a empadinha servida a quem resista. 
Lixo cultural norte-americano é a cereja 
do bolo de lama servido a nós, tão hipsters,
com o qual todos nos refastelamos, vintages.

O que fazer? Apostar que pode ser diferente,
e não desistir de dizer "não, tá errado":
enquanto bater o coração, caminhar 
frente adentro em coletivos que lutadores.

Não será sozinha que a andorinha fará verão:
evitar tanto o cinismo da adesão, 
quanto o pessimismo imobilista, 
é muito fácil ficar deprimidinho e não fazer nada.

O pior foi o erro histórico das esquerdas 
em aceitar regras do jogo democrático, 
feitas para tudo manter e nada mudar...
e de que adiantou? 

A ordem neoliberal está cagando para a democracia,
exemplos é o que não falta, são tantos.
Que resta? Estudar, afiar o cérebro, 
é tudo sobre o qual ainda temos como lutar.

No meu caso: o professor na sua labuta diária
tem a impressão de algo na estrutura das coisas 
roubar a capacidade de estudar, pensar, 
lidar com ideias, escrever.

O que é uma contradição: o professor 
tem uma forma de viver que o impede 
de estudar, ler, pensar. Em suma, há uma corda 
em nossos pescoços e ela está apertada.

Enquanto isso, do outro lado, comentários olavetes 
ou pró-bolsonaros e afins nas redes um dia 
aprenderam a andar e derrubaram presidenta Dilma, 
e agora aprenderam a voar e "começaram" a matar.

Tais comentários, reunidos 
na carta do assassino de Campinas, 
permitem uma só conclusão: 
A BESTIALIDADE JÁ VOA por conta própria.

Quando saiam fardados em hordas a chacinarem povo negro 
e pobre, a gente não fez nada. Depois gays. Depois. Depois.
Agora à luz do dia, feminista. Não tarda a vez do esquerdinha
Seguiremos usando sainha e tocando tambor pra lua?

Encerro com duas notícias, uma boa, uma má.
A boa: estamos em meio à guerra contra a barbárie 
misógina, racista, etnocida, irracional, entreguista.
A má: estamos perdendo de lavada.



domingo, 1 de janeiro de 2017

alianças sem nexos nem balanças

http://esportes.r7.com/blogs/cosme-rimoli/files/2016/12/522.jpg

Então uma moça chamada Ronda,
em aliança com um moço chamado Dana,
abre e garante à UFC presença feminina
no universo da estupidez bruta do macho.

Ah, que bom seria uma
lista das alianças pragmáticas,
de Stálin a Lula, músicos,
jornalistas, tucanos, especuladores,

Vaticano, mafiosos, reitores, ministros,
feirantes, coronéis, habermasianos, poetas,
juízes a garantir um mata-esfola do bem
pessoas dóceis em rimas fáceis, meladas até!

Tantas as alianças vida afora, passam do ponto,
apontam sotaques estranhos, sempre certas,
caudalosas e miúdas, prudentes e ousadas,
conveniências de escamas sem balança, nua.

a new year begin... NEW?


Melhor não começar a ler as notícias de 2017 porque já são terríveis - só aumentariam nosso pessimismo! (aqui)

Bem, morreram 35 assassinados por papai noel numa boate agora pouco...

Enquanto isso, Temer, O Minúsculo, ao confessar a amigo: "estou cansado de apanhar injustamente"  [aqui], Ou seja, além de ser traíra, entreguista e cáften, mostra-se agora um cagão. 

Após Collor, a Super-Elite não repetiu erro. Piorou-o.

Falando em piorar o erro, Dória é o novo prefeito de SP.


(imagem acima não é a do seu eleitor 
indignado com todos esses políticos aí.
Tal eleitor é mais inexpressivo e infantilizado)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

o "fim do direito" em uma frase: após todo naufrágio só haverá ilha aos que buscarem não perecer


Enquanto Temer, o Minúsculo, e sua gang assumem como projeto arremessar à toda o capitalismo no Brasil, logo, sua relação entre as classes sociais ao patamar extrativista e sem espaço para qualquer negociação entre capital e trabalho, ou seja, modelo vigente de capitalismo no século XIX e que orienta os delírios dos discípulos de von Mises, eis que Wallerstein escreve isso: 

"visualizo la situación actual del mundo como una rivalidad entre dos grupos que están combatiendo no acerca de cómo administrar el actual sistema mundial, sino más bien sobre la sociedad que debe sustituir a un sistema capitalista que ya no es viable tanto para sus super-élites, como para las clases sociales y pueblos oprimidos." (aqui, falando sobre o sentido geral da postura chinesa ante colapso do atual sistema-mundo)

Nos termos dessa leitura, não é necessário muitos neurônios para desenhar o tamanho da nossa derrota à versão bananeira de "super-elite".

Aqui, essa "super-elite" entra em cena arrombando a porta do frágil equilíbrio tecido na Nova república de 1985.

E impôs, sem firulas nem desconversa, o projeto de avassalamento de todo um povo, a extorsão de seus pobres e a doação de suas riquezas e empresas públicas a toque de caixa após o Golpe de Abril. 


Qual foi a "bala de prata" nessa guerra perdida por nós?

Despir o direito dos "ideais normativos reguladores democrático-republicanos" (que ainda assim seguirão consolidando bem-fornidos Currículos Lattes e renhidas disputas por postos na gestão da barbárie).

Despir o direito das firulas axiológicas [ou antes, assumir outras, em vassalagem aos EUA, cf. textos de Aragão ou as várias reportagens e análises publicadas na página do Nassif, entre outros] foi um processo cujo movimento que o preparou durou onze anos.

Começa com a farsa do Mensalão, passa pelo inefável Jobim, mas é com o "grampo sem áudio" denunciado por Mendes que levara à queda do Paulo Lacerda da PF que se viu cair o último obstáculo ao "vale-tudo" e portas arrombadas que depois se seguiu.

Depois disso? A coisa toda escangalhou em diversas instâncias.

Hoje, na lama chafurdam, em orgia inenarrável, polícia, perseguição política, magistratura, justiça, MP, MPF, PGR, legislativos e exceção. 

Aliás, o Alto Comando do Exército, lê-se em entrevistas, já está colocando as manguinhas de fora.

Então, tudo somado, tornou-se desnecessária a fachada ideológica que torna o direito um ideal a ser buscado.

O direito foi assumido como privilégio e instrumento de perseguição e chacina de um projeto de país, de nação e de governo.

O direito tornou-se instrumento de um projeto de poder entreguista, precarizador, genocida, racista, misantropo [não vou perder meu tempo nem resumindo nem linkando textos do Aragão e do Nassif organizando uma narrativa que dê conta disso tudo a que remeto de modo alegórico, cace-os e leia-os].

O direito, articulado à política, à economia e às corporações midiotizantes, solidifica o projeto de poder de um presente que se recusa, desde começo do XX, a ser passado.


As diversas ações levadas a cabo nos últimos meses reduzem a população desse território à condição de povo sem-história cuja única história "permitida" a ser escrita é a da desfaçatez de classe.

Estamos diante de um projeto de poder e de classe. 

Nada é sem-sentido, nem fruto de incompetência. 

O plano é esse mesmo: destruir território, canibalizar sua força de trabalho, destruir populações, nos jogar de volta à idade da pedra se for necessário. 

Não foi necessário destruir com bombas ou marines.

Pois aqui, ao contrário da Síria, Líbia ou Venezuela, felizmente o onguismo já perdeu sua aura de "vamos que dá" após o derretimento ao sol tanto do MBL quanto do MPL.

Aqui, ou a esquerda se restringe à mera governabilidade, ou a menos que isso e sequer incomoda, e prefere ou usar alargador, tingir cabelo de azul e tocar tambor para a lua, ou pior, fazer postagens que poucos lerão mas que tu lês, que só servem para aliviar aquela gastura que rói a gente por dentro, se tanto, e pelo menos seja um bom começo do fim de tudo e por cada um de nós nessa longa estrada da vida a ser escrita com sangue, e que não seja só o nosso. 

Porque a conta dos anteriores estão todas aí na fatura que só acumula, Feliz Ano Velho

Cobraremos com juros e correção essa desfaçatez toda. 

E pode colocar a dentadura e o "direito" no copo com água. 

Não servirá para nada do que temos de fazer, porque servem em demasia para o que nos acomete e destrói.



quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

palestinas, euforia, lágrimas, melancolia


"Israel diz ter “provas” de que Obama orquestrou resolução anticolonatos" [aqui]

Ué, quer dizer então que virou casa da Mãe Joana? 

Qualquer um tá espionando a sede do Império do keinesianismo militar?

Só falta alguém publicar como se decidem quais serão as dezenas da megasena que serão "sorteadas".

Um "cala-boca" na forma de "uau, acertei a mega da virada" e a gente fica quites e prometo ficar na minha, OK?

And tears and sighs and groans my weary days, my weary days
Of all joys have deprived

Esses versos do século XVI [Foi Francisco quem me chamou a atenção para eles, aqui a história da coisa toda], sei lá o porquê, remetem-me ao que é o viver em Brasília...

Como ia dizendo,

And fear and grief and pain for my deserts, for my deserts
Are my hopes, since hope is gone

Diria um leitor de orelhas do livro do Zizek: isso vale para o século do mata-esfola urbano, da pós-verdade e do fim da política...

Ao que eu emendaria: só não vale recaídas tropicalistas em seu mal-disfarçado papo apologista vintage cínico pro-status quo

O que me faz lembrar a muito boa fórmula "porno-miséria" [nesse curtíssimo texto da Zagaia, aqui] como forma de nomear a degradação de um gênero de denúncia e que se vira com o que tem [tipo o nosso cineasta da Ceilêndia, o Adirley], degradando-se. como eu vinha dizendo, em forma de cinema que faz lembrar, pela descrição, o programa que engordou o cofrinho de Regina Casé.

É nisso que dá tomar o cinema, ou qualquer outra linguagem, independente e transformar em fórmula. 

Vale também para a "postura radical crítica crítica", a última delas "gestão da barbárie", servindo para justificar o velho imobilismo pequeno-burguês.

...Bem, volto aos meus delírios, já que pelo visto todo o meu existir também será atravessado pelos quatro elementos do título do post que, parece, vieram pra ficar mesmo por um bom tempo.




quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

metáfora concreta: "Panteão da Pátria" e o caso da Chama Eterna da Democracia, Liberdade do Povo e Independência da Nação... que apagou e sabe-se lá até quando


"O Panteão da Pátria, 
que homenageia a democracia, 
está com a chama, 
que deveria ser eterna, 
apagada desde a última semana de setembro 
e sem previsão de ser acesa." (aqui)



Como é bom morar na terra que 
transforma García Marquez 
em escritor realista.


No "país da piada pronta", 
em que "puta se apaixona pelo cafetão",
"traficante é viciado", 
chefe de quadrilha impõe a ordem,
advogado de quadrilha vira sinistro da justiça,
juizinho tira onda com advogado,
pastor trilhiardário atribui a dels o cheque de 
cem mil pela graça recebida,
e #nadacontecefeijoada,

eis que o fogo da democracia,
cuja "chama pequena representa a liberdade do povo 
e a independência do País",
que era para ser eterna, 
não só apaga,
como tampouco acenderá pelos próximos meses 

Os deuses da democracia quiseram explicitar bem
o que foi essa saída dos esgotos da escória 
tucano-togada-miodiotizante-selenike-fardada.

Natal Vermelho



vai chegando o natal e os
petralhas seguem a mil,
ops, não, vermelho na metrópole é

a cor da gang do Trump...

isso ainda vai resultar em
aneurisma em coxinhas em 
3, 2, 1...



tudo isso só pra dizer
que tamo tudo lascado
com esse monte de trambolho
aqui, ali, alhures, acolá, e lá também

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

cuidados básicos com a Formação dos petizes na República dos Demônios, visando sobreviver a eles inclusive


enquanto isso, na aldeia carente de lições de expertise da máfia russa ou de Don Corleone, cujos togados e fardados disputam com o contrabandista e o traficante o posto de vilão nº 1 no Estado de Direito Realmente Existente, nada como se preocupar com os que sabem a senha da conta nos paraísos fiscais.

tais dicas ajudam também a evitar destino análogo ao do tesoureiro das obras do Rodoanel, o finado engenheiro Richthofen?

Duas hipóteses:

dica 1 hoje a babá vai levar vocês ao Habibs, papai e mamãe foram comer no lugar de sempre mas não querem ser importunados, só que se esqueceram de dizer quais, então quebra o cofrinho, junte as moedas e vamos comer esfiha de calabresa para ver como os pobres vivem, e depois quando voltarmos vocês fazem uma redação em francês La vie du peuple, qu'èst qu'ils mangent? para mostrar para a mamãe quando ela voltar. dica 2 me dá esse celular, para evitar mensagens que os comprometam nas reuniões que estão tendo com os homens bons que prendem petralhas senão vocês atrapalham eles a ajudar prender outros comunistas.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Banana Republic


nos apequenamos todos

eles batem com a brocha em nossas boquinhas,
e repetem o gesto,
e batem de novo, e de novo,
e de novo, e mais uma vez

e entre nós?

muxoxos resignados,
zapzap por consolo,
enquanto eles seguem
nadando de braçada
no desmanche da geléia geral.

pista sendo capinada para o pouso do Príncipe

Para evitar dúvidas:
para o pouso do Boca de Sovaco Terceiro,
Visconde de Higienópolis,
descendente de três gerações de generais:
bisneto do goiano Felicíssimo do Espírito Santo Cardoso,
neto de Joaquim Inácio Batista Cardoso
e filho de Leônidas Cardoso,
um dos tenentes de 1930.

Tá bom de pistas?



Depois do texto do Aragão sobre ameganhamento do Judiciário [aqui], uma única conclusão

O ministro da justiça empossado na reta de chegada antes do golpe, se Dilmão o tivesse empossado em 2010, outra seria a história.


Sem OU? fechando o desabafo

Não vou te enganar
com a ilusão de alguma alternativa
no fim do túnel, do poço, da lama.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

enquanto patetas na mesa de fórmica arrotam empadinhas jurídicas,






"Considerando que o STF deliberou 
que não é necessário obedecer ordem judicial, 
podemos já começar com a fase de desobediência civil?"

E nós, de quatro, achando que é a Lula que querem,
quando sairmos do torpor, 
cadê os direitos básicos sociais todos eles?
Sumiuuuuuuu!

No jogo de ontem, 
catástrofe neoliberal x corporativismo judiciário 
[esse sempre tão pimpão], 
ganhou a pizza no rabo dos outros é refresco.

Fux falou com todas as letras: 
STF não pode interferir 
na agenda em pauta no Senado.
Como quem diz: 
"o cliente tem sempre razão".

Tosco. 
Entregou o ouro.
Deixa claro que o importante é 
foder com direitos sociais. 

Os direitos. Qualquer direito. 
Como o de 54 milhões de eleitores da Dilma. 
E foi por isso que Cunha só 
caiu após Golpe de Abril.




Moro pegando no piupiu 
do réu nunca citado, 
desde que seja bicudo, 
isso fica de boas, né?
Essa gente morrerá sem ser 
julgada por nenhum de seus crimes, 
nem pela farsa dos tribunais, 
nem pela ponta do fuzil...
É.
O famoso crime perfeito. 







Ontem STF se acovardou à mídia e mercados.
O mesmo STF que daqui alguns anos, 
dado o Estado de Direito 
Realmente Existente em vigor, 
julgará inconstitucional qualquer mudança 
no puteiro instalado pelos golpistas.


Beeeeeeemmmmm feito pra quem acredita 
nessa balela de estado de direito.
Pior para os fatos, porém: 
eles estão mais furibundos que nunca.
Tal como os habermasianos, 
aciona-se o mantra 
d'um projeto inacabado, 
temos de lutar para consolidar 
e blá-blá-blá.

Não, amiguinhos: 
a democracia [for dummies] 
levanta a calcinha de lado para facilitar 
as mais duras intervenções caso privilégios 
dos donos do poder estejam sob risco 
de empoderamento 
[como a galera gosta desse termo, incrível, lacra, resolve tudo
popular.

Surra de pau de  jumento moço 
é o que essa galera precisaRIA
não se preocupe, 
PCC tá chegando, 
favelas e territórios já estão sob 
controle de milícias paraestatais, 

Logo entra em cena a República dos Demônios, 
haverá "republicanismo realmente existente" para todos.
Vai ser de arrepiar os cabelos. 
Alvíssaras!


necropolítica, biopolítica, palestinização da questão social, exceção como regra



Vai estudando aí esses termos do titulo do post.

Rola uns áudios no zapzap repassando a ordem: PCC acabou com briga de torcidas organizadas em SP.

A se confirmar isso, o estado paralelo controlará não só territórios nas quebradas.

Mas também os fluxos nas cidades.

Sinistro da Justiça já trabalhou para eles.

Geraldo-2018 vem aí.

Junte as peças.

A turma do "estado de direito" terá sair da caminha quente da fraseologia, escalar uns morros neo-constitucionais e descer uns despenhadeiros neo-processuais que seus sapatinhos urbanos de cromo alemão não vai aguentar.

Até lá, bolsas, lattes, carreiras.

Então de boas, floquinhos seguirão pagando as contas com suas fantasias.

Não haverá herdeiros do algodão doce conceitual jurídico, sociológico, econômico vendido a granel hoje aí nas bancas.

Não por falta de herdeiros, homens de boa fé nunca faltarão.

O estoque de açúcar é que será usado para outros fins.

Projeto inacabado será o título do lançamento do ano. Qualquer ano. Qualquer projeto.

Sempre inacabado, tadinhos.

O "núcleo normativo da democracia" verá o tamanho do "inacabado" quando a necropolítica passar a dar as cartas.


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