Tempos em que até o "real", ele mesmo, não existe, é o não-verdadeiro. Devagar a gente vai construindo algo. Que não seja o nosso epitáfio... Colapso do modelo capitalista visa a sangria da exploração do homem pelo homem, da escala nano à astronômica. Qual modelo de sociabilidade queremos garantir? A do trabalho subsumido pelo capital?

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sábado, 28 de abril de 2007

Azeredo, apesar de ter cara de bôbo, voz de bôbo, nariz de bôbo e jeitão de bôbo, não é bôbo

Vocês se lembram daquela idéia de Jerico do Senador com cara de pastel? Aprovar um projeto que exige a identificação dos usuários antes de iniciarem qualquer operação que envolva interatividade, como envio de e-mails, conversas em salas de bate-papo, criação de blogs, captura de dados (como baixar músicas, filmes, imagens), entre outros?


Pois então... O senadorzinho teve o financiamento de R$ 150 mil para sua campanha de 2002 da Scopus Tecnologia S.A.

Pois bem. Veja o que uma pesquisa de cinco minutos descobre sobre a terceira maior financiadora da campanha de Azeredo em 2002. No documento estratégico “Building an Information Society”, de janeiro de 2003, está escrito na página 221 que:

“Ao estabelecer links diretos com os provedores de Telecomunicações do Brasil (ao invés de comprar assinaturas de ISPs e distribuí-los entre os clientes do banco, embutindo os custos da assinatura na forma de tarifas mais altas), o Bradesco pôde evitar negociações com intermediários e estruturar o crescimento de uma rede de dados a um custo baixíssimo. Com sua base de usuários em crescimento, o Bradesco avançou em direção ao comércio on-line. O Scorpus é o braço eletrônico do banco e desenvolveu estrategicamente uma carteira on-line. Resumindo: onde ficam os dados de transações on-line, número de cartão de crédito, etc”.

Com os intermediários fora do caminho, adivinhe para quê vai servir ao Bradesco o lobby das empresas de certificação digital, espécie de cartórios virtuais, que atestam a veracidade de informações veiculadas pela internet nessa tungada na liberdade individual das pessoas, que consta no projeto do senador Azeredo.

Está revelado o interesse do Bradesco, financiador de Azeredo, nesse projeto.

Quando a Receita Federal decidiu ampliar seus serviços na internet, adivinhe qual empresa chamou para garantir os certificados digitais. Isso mesmo: o Serviço Federal de Processamento de Dados – Serpro – do qual Azeredo foi presidente.

Desde 2001, com a criação da Infra-estrutura de Chaves Públicas (ICP-Brasil), a empresa passou a emitir certificados para órgãos da Administração Pública Federal. O negócio foi tão lucrativo que a empresa apostou no novo negócio e começou a oferecer a certificação como um produto para seus clientes.

Publicado originalmente aqui.

1 comentários:

Alceu disse...

POLÍCIA FEDERAL PROVA QUE
SENADOR QUE QUER IMPOR CONTROLE NA INTERNET, FAZENDO COM QUE OS PROVEDORES DENUNCIEM ANOMIMANTE INTERNAUTAS PARA A POLÍCIA É MAIS SUJO DO QUE PAU DE GALINHEIRO

Senador Eduardo Azeredo não tem moral suficiente para impor restrições para que os brasileiros acessem a internet, a começar pela falta de hombridade da parte deste senador.


Duas coisas nunca mais vote em Eduardo Azeredo e será que tudo vai acabar em pizza? A Policia Federal mais uma vez está de parabéns.


O senador Eduardo Azeredo, (PSDB-MG) esta tentando aprovar um projeto de lei aos brasileiros sobre crimes virtuais em que todos os passos dos internautas ficaram obrigatoriamente guardados nos computadores dos provedores durante três anos. Encarecendo assim o acesso a internet no Brasil.

Azeredo é o mesmo autor do projeto que em 2006 obrigava todos os usuários a apresentar Cédula de Identidade e CPF para entrar na internet.

O senador Eduardo Azeredo não está legislando em causa dos brasileiros, mas sim em causa da FEBRABAN (Federação Nacional dos Bancos). FEBRABAN que tem como Presidente Márcio Artur Laurelli Cypriano, também presidente do poderoso grupo BRADESCO. O banco Bradesco é um dos patrocinadores de Eduardo Azeredo.

Agora veio a comprovação o senador que tenta se passar por honesto e quer colocar várias restrições ao acesso à internet por parte dos Brasileiros, recebeu dinheiro indevido do Valerioduto quando tentava se reeleger Governador de Minas Gerais em 1998.

A noticia foi publicada em vários jornais do Brasil, demonstrando claramente que o senador Eduardo Azeredo é um senador mal intencionado e mau caráter que somente pensa em aprovar o projeto de controle da internet para ganhar dinheiro (Por baixo dos panos) da FEBRABAN.





Leia a noticia na integra ou acesse os sites:





Noticia 1

Caixa 2 financiou tucano em MG, diz POLÍCIA FEDERAL

Folha de São Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2607200718.htm
Irregularidade na campanha de Eduardo Azeredo está em relatório sobre "mensalão mineiro" entregue à Procuradoria

O hoje senador pelo PSDB reafirmou à Folha que "é absolutamente inocente" e que se defenderá na Justiça em momento oportuno
ANDRÉA MICHAEL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A Polícia Federal informou ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que recursos de origem pública e privada, não declarados à Justiça Eleitoral, foram usados na campanha do hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) em 1998, quando ele tentou se reeleger governador de Minas Gerais.
A irregularidade aparece em relatório do inquérito no qual a PF investigou o chamado "mensalão mineiro", encaminhado ao procurador-geral no dia 6 de julho. Os recursos não declarados, segundo a PF, foram movimentados por uma engenharia financeira que teria sido montada por Marcos Valério Fernandes de Souza. Também haveria participação do então tesoureiro da campanha tucana, Cláudio Mourão.
Os investigadores do caso acreditam que há fatos para o procurador-geral denunciar Azeredo. O senador reafirmou à Folha que "é absolutamente inocente". "Aguardarei a manifestação do procurador-geral e me defenderei na Justiça, no momento oportuno."
Um laudo do Instituto Nacional de Criminalística, que integra a conclusão do inquérito, indica que, em 1998, Valério fez 27 operações para injetar R$ 38 milhões em contas de suas empresas. Em nove empréstimos, contraídos dos bancos Rural e BCN, obteve R$ 34 milhões. Parte do dinheiro foi para campanhas, diz a PF.
Azeredo declarou ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas ter arrecadado R$ 8,5 milhões. Mais tarde, admitiu arrecadação paralela de R$ 8,5 milhões e atribuiu a responsabilidade a Mourão, que não foi localizado na tarde de ontem.
O laudo pericial revela coincidência entre datas em que Valério recebe créditos por supostos serviços a empresas públicas e privadas e pagamentos das parcelas dos empréstimos.
A PF comprovou que as estatais Comig (atual Codemig), Copasa (Cia. de Saneamento Básico), além do Bemge, compraram cotas de publicidade de R$ 1,5 milhão e R$ 1 milhão de evento coordenado pelas empresas de Valério. Já a Cemig (Companhia Energética de MG) aportou R$ 1,7 milhão para a SMPB, agência de Valério.
No dia seguinte, a empresa transferiu R$ 1,1 milhão para candidatos do PSDB. A análise indica ainda depósitos das empreiteiras Queiroz Galvão, ARG, Tercam, Erkal e Egesa. O advogado de Valério, Marcelo Leonardo, negou irregularidade para injetar recurso na campanha de Azeredo.
Noticia 2

http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=225078
6/07/2007 - 09h30
Senador do PSDB Eduardo Azeredo recebeu recursos do valerioduto, afirma PF
Congresso em Foco
Brasília
A Polícia Federal acredita que o hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) utilizou recursos do caixa-dois do empresário Marcos Valério na campanha ao governo de Minas Gerais em 1998. A irregularidade foi identificada na investigação do "mensalão mineiro" e está em relatório encaminhado ao procurador geral da República, Antônio Fernando de Souza.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, os recursos não declarados foram movimentados por meio de uma engenharia financeira esquematizada por Valério. Cláudio Mourão, tesoureiro de Azeredo, também participou. Os investigadores do caso acreditam que há fatos suficientes para que o procurador denuncie o senador.

Laudo do Instituto Nacional de Criminalística indica que em 1998 Valério fez 27 operações para injetar R$ 38 milhões em contas de suas empresas. Em nove empréstimos, contraídos dos bancos Rural e BCN, obteve R$ 34 milhões. Parte do dinheiro foi para a campanha de Eduardo Azeredo, diz a PF.

O senador declarou ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas ter arrecadado R$ 8,5 milhões. Mais tarde, admitiu arrecadação paralela de mais R$ 8,5 milhões e atribuiu a responsabilidade pelo erro na declaração de receita a Mourão.

A PF comprovou que as estatais Comig (atual Codemig) e Copasa e o BEMGE compraram cotas de publicidade de R$ 1,5 milhão e R$ 1 milhão das empresas de Valério. A Cemig pagou R$ 1,7 milhão à SMPB, agência de Valério. No dia seguinte aos pagamentos, a empresa transferiu R$ 1,1 milhão para candidatos do PSDB.

O advogado de Valério, Marcelo Leonardo, negou irregularidades nas doações para a campanha de Azeredo. O tucano afirma ser "absolutamente inocente". "Aguardarei a manifestação do procurador-geral e me defenderei na Justiça, no momento oportuno", disse à Folha. (Carol Ferrare)



Noticia 3
Site: http://www.correioforense.com.br/noticias/noticia_na_integra.jsp?idNoticia=22921
Senador Eduardo Azeredo recebeu recursos do valerioduto, afirma Polícia Federal
A Polícia Federal acredita que o hoje senador Eduardo Azeredo (foto) (PSDB-MG) utilizou recursos do caixa-dois do empresário Marcos Valério na campanha ao governo de Minas Gerais em 1998. A irregularidade foi identificada na investigação do "mensalão mineiro" e está em relatório encaminhado ao procurador geral da República, Antônio Fernando de Souza.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, os recursos não declarados foram movimentados por meio de uma engenharia financeira esquematizada por Valério. Cláudio Mourão, tesoureiro de Azeredo, também participou. Os investigadores do caso acreditam que há fatos suficientes para que o procurador denuncie o senador.

Laudo do Instituto Nacional de Criminalística indica que em 1998 Valério fez 27 operações para injetar R$ 38 milhões em contas de suas empresas. Em nove empréstimos, contraídos dos bancos Rural e BCN, obteve R$ 34 milhões. Parte do dinheiro foi para a campanha de Eduardo Azeredo, diz a PF.
O senador declarou ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas ter arrecadado R$ 8,5 milhões. Mais tarde, admitiu arrecadação paralela de mais R$ 8,5 milhões e atribuiu a responsabilidade pelo erro na declaração de receita a Mourão.
A PF comprovou que as estatais Comig (atual Codemig) e Copasa e o BEMGE compraram cotas de publicidade de R$ 1,5 milhão e R$ 1 milhão das empresas de Valério. A Cemig pagou R$ 1,7 milhão à SMPB, agência de Valério. No dia seguinte aos pagamentos, a empresa transferiu R$ 1,1 milhão para candidatos do PSDB.

O advogado de Valério, Marcelo Leonardo, negou irregularidades nas doações para a campanha de Azeredo. O tucano afirma ser "absolutamente inocente". "Aguardarei a manifestação do procurador-geral e me defenderei na Justiça, no momento oportuno", disse à Folha. (Carol Ferrare)

A Justiça do Direito Online

Noticia 4

Site: http://www.insanus.org/novacorja/archives/018740.html

Exclusivo: Bradesco financiou Eduardo Azeredo

Banco brasileiro é um dos principais interessados em identificação na internet
No texto do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar intitulado “As Cabeças do Congresso”, de 2003, o senador Eduardo Azeredo (PSDB/ MG) é descrito da seguinte forma: “É especialista em tecnologia da informação, tendo sido presidente da Empresa de Processamento de Dados do Estado de Minas Gerais, superintendente da DATAMEC, da Empresa de Processamento de Dados de Belo Horizonte, além de presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados – SERPRO”. O senador teve o financiamento de R$ 150 mil para sua campanha de 2002 da Scorpus Tecnologia S.A.
Pois bem. Veja o que uma pesquisa de cinco minutos descobre sobre a terceira maior financiadora da campanha de Azeredo em 2002. No documento estratégico “Building an Information Society”, de janeiro de 2003, está escrito na página 221 que:
“Ao estabelecer links diretos com os provedores de Telecomunicações do Brasil (ao invés de comprar assinaturas de ISPs e distribuí-los entre os clientes do banco, embutindo os custos da assinatura na forma de tarifas mais altas), o Bradesco pôde evitar negociações com intermediários e estruturar o crescimento de uma rede de dados a um custo baixíssimo. Com sua base de usuários em crescimento, o Bradesco avançou em direção ao comércio on-line. O Scorpus é o braço eletrônico do banco e desenvolveu estrategicamente uma carteira on-line. Resumindo: onde ficam os dados de transações on-line, número de cartão de crédito, etc.”.
Com os intermediários fora do caminho, adivinhe para quê vai servir ao Bradesco o lobby das empresas de certificação digital, espécie de cartórios virtuais, que atestam a veracidade de informações veiculadas pela internet nessa tungada na liberdade individual das pessoas que será votado amanhã.
Update: Senado retira da pauta discussão sobre controle da Web. O tema só deve voltar à discussão daqui a duas semanas. O relator do projeto, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), concordou com o adiamento da discussão. "Não há da minha parte nenhum interesse em controlar a internet", afirmou. (MENTIRA)
Por Rodrigo Alvares em 07.11.06 às 16h49min - comentários (15)

Você escreve o que te pedem. Obrigado, mídia corporativa. Sem você não poderíamos controlar o povo

"A informação que temos não é a que desejamos. A informação que desejamos não é a que precisamos. A informação que precisamos não está disponível” john peers

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