Os pontos fracos da China

Os pontos fortes da China são amplamente alardeados, ainda que eivados de equívocos de interpretação.

Os dados reais são um crescimento acelerado da sua produção, medida pelo PIB, uma exportação de um trilhão de dólares, reservas internacionais na mesma casa, um avanço sobre os mercados mundiais. Já as causas não são claras, com muitas divergências de interpretação.

Uma pergunta recorrente é: o acelerado crescimento da economia chinesa é sustentada? (sustentada, diferentemente de sustentável?)

Quais são os fatores que podem levar a uma quebra no ritmo?

Das palestras e informações apresentadas na Conferência Internacional, promovida pelo Centro Empresarial Brasil-China, uma questão é crucial: o baixo valor ético.

A corrupção é vista pelos analistas estrangeiros como um problema, embora muitos o relevem, em nome do pragmatismo (outros diriam por conta da ganância).

As empresas estrangeiras para se instalarem na China são obrigadas a aceitar a parceria de empresas chinesas, sejam estatais ou privadas. Nada muito diferente do Brasil, na fase da industrialização substituidora de importações, dos esquemas tripartites, etc.

Há, no entanto, uma grande diferença em relação ao ocorrido no Brasil. O objetivo primordial não é o mercado interno mas o mercado externo. A China tem uma imensa população, porém pobre. As multinacionais se instalam para se valer dos custos mais baixos da produção e vender nos seus mercados de economias desenvolvidas.

Publicado originalmente aqui.

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