ABORTO – O direito de interromper às burguesinhas. Masmorras e inquisição às fudidas: HIPOCRISIA OU GENOCÍDIO?

No Brasil, as classes médias e ricas contam com a existência de uma rede privada nos grandes centros que as atendem sem maiores problemas. Esta é ilegal, mas funciona tolerada pelas polícias e pela justiça. Os mais pobres usam medicamentos abortivos de risco e de procedimentos antigos terríveis para conseguir a interrupção, quando assim a desejam.

O recente debate público e midiático sobre o uso de embriões humanos, armazenados em clínicas de reprodução, para se produzir células-tronco demonstrou que ventos novos vêm arejando as tradições brasileiras. A questão foi parar no Supremo Tribunal Federal e, nesta alta Corte, a disputa entre conservadores e liberais-progressistas terminou com um seis a cinco. Os últimos venceram os primeiros, com a diferença de apenas um voto. Esperava-se mais, tal o empenho de setores da sociedade que se mobilizaram para garantir a vitória. Não foi possível. As forças tradicionais de base de nossa sociedade ainda são poderosas e quase conseguiram impor uma derrota. Felizmente, perderam duplamente, primeiro, por não poder impedir a continuação das pesquisas e, segundo, por ajudar a evidenciar que a modernidade está circunscrevendo seus espaços.

Cf. versão integral em: Agência Carta Maior

Comentários