Berlusconi e McCain

1. guinada à direita
Os europeus começam a guinada à direita já com Tatcher e Kohl, no começo dos 80.
Os autríacos foram os primeiros a flertarem de modo assumido com o neonazismo.
A xenofobia rola solta na Alemanha, Holanda, Dinamarca...
A social-democracia, já neoliberal nos anos 80 de Gonzáles, tornou-se a casa da mãe Joana com Blair ou Sócrates.
Mas os italianos...

2. À ópera-bufa, pois.

Que tenham predileção por um oligarca sincofanta, corruptor e fascistóide... bem, há muito os americanos rolam com tais pústulas nos estábulos que os ocidentais chama de democracia.
A novidade italiana, assim como a solução francesa, a la Sarkozy, é substituir o cinismo dos líderes pela grotesca farsa sem-cerimônias do espetáculo exibicionista dum poder que se deseja apenas por ser apenas vistoso, brilhante, vazio [mas muito lucrativo cada vez mais para cada vez menos, mas não estraguemos a festa].
Quando Berlusconi afirma apoiar McCain "para não ser o mais velho do G-8", o que fazer?
Reconhecer que inexiste qualquer justificativa racional para a defesa do status quo?
Que não estamos longe do tempo do reinado dos luízes?
O pior é sequer sabermos quem será o Luíz XVI da vez, pois, como se sabe, a história repete-se como farsa...
Oxalá a alcatéia de Luízes XIV que desfilam todo o seu explendor nas mídias oligárquicas mundo afora possam surpreender-se negativamente o quanto antes, para o bem de todos nós aqui do andar de baixo, enquanto ainda houver ar para respirar nesse inferno!

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