Bolsa Família na Mídia

x C. Brayton

O Banco Mundial divulgou um levantamento sobre cobertura jornalistica da BF nesse ano: clique aqui.

Eu fiz uma apressada tradução desse post (o do Blog), aqui.

Comentário meu

O estudo mencionado é sobre Transferências Condicionadas de Renda (TCRs): Bolsa Família nas Manchetes, Uma Análise do Tratamento Dado pela Mídia às Transferências Condicionadas de Renda (TCR) no Brasil.

Por Kathy Lindert & Vanina Vincensini

As autores salientam que as opiniões são sua, não do Banco Mundial

Na página 4, as autoras mencionam as inovações nas políticas sociais brasileiras e os “impactos impressionantes” sobre a pobreza: cobertura quase universal (11,1 milhões de famílias, 46 milhões de pessoas, 25% da população), fortes resultados de focalização (isto é, de chegar aos mais pobres), redução da pobreza e da desigualdade.

Chama atenção para o sistema de pagamento (através da rede bancária) e do controle das condicionalidades e atesta que é tecnicamente bom.

A partir daí o trabalho analisa seis jornais – três estaduais e três nacionais – abrangendo o período anterior (Bolsa Escola, Bolsa Alimentação) e o período do Bolsa Família.

Foram 6.531 artigos, dos quais 1.991 são focados no tema e o restante apenas menciona.

Algumas conclusões são curiosas. É evidente que houve um enorme avanço nas políticas sociais a partir do momento em que se consolidaram todos os programas no Bolsa Família. É fato reconhecido pelos governistas e pela oposição esclarecida. A única diferença é que o segundo grupo enfatiza que a criação do modelo foi no governo FHC.

Mesmo assim, confira:

• Entre 2001 e 2006 o percentual de opiniões favoráveis caiu de 60% para 35%; de opiniões ambíguas aumentou de 30 para 37%; e de opiniões desfavoráveis de 12% para 19%.

• A influência das eleições é nítida na discussão. Em 2001 e 2002 havia uma nítida maioria de opiniões favoráveis. Em 2003 empata. Em 2004 a proporção de desfavoráveis/ambíguas explode. Depois, volta a equilibrar.

• Um enfoque bem original da pesquisas foi analisar se a imprensa presta mais atenção nos erros de inclusão (o que caracterizaria irregularidade) ou de exclusão (o que caracterizaria injustiça para com o excluído). Resposta óbvia: os erros de inclusão.

• Ponto importante constatado pela pesquisa é o aumento do monitoramento da mídia em relação às condicionalidades. Essa percepção sobre a cobrança das condicionalidades foi muito negativa em 2004 e mais favorável desde então.

• Outro dado muito interessante é sobre quem “acusa” o programa de ser assistencialista: mais de 55% dos artigos críticos são opinião da mídia; 28% de políticos. Entre os que refutam essa “acusação”, 44% são políticos, 20% são os gestores do programa e 20% a imprensa.

As conclusões finais são as seguintes [...]

Cf. versão integral em: Blog do Nassif

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