DOSSIÊ ARGENTINA: latifundiários colocam o país sob estado de sítio; reações populares ganham corpo


*MANIFESTAÇÃO MULTITUDINÁRIA NA PRAÇA DE MAIO – 100.000 no ato em defesa da institucionalidade democrática e contra bloqueio latifundiário das estradas

Nos vemos mañana en la plaza. Há que se estar familiarizado com a história argentina para entender todo o poder simbólico que carrega essa simples frase. Existem dezenas de praças em Buenos Aires, mas só uma é la plaza. Exatos 53 anos e 3 dias atrás, dez toneladas de bombas foram lançadas pela marinha argentina sobre a Praça de Maio para tentar matar Perón, o presidente reeleito com 68% dos votos. 300 pessoas morreram. Um ônibus com 80 garotos de Santiago del Estero – que haviam vindo conhecer o Presidente – foi carbonizado. Vinte e poucos anos depois, um grupo de mulheres com lenços brancos na cabeça se transformariam, ali, nas mães mais famosas do mundo. A Praça deixava de ser só dos peronistas para se transformar no lugar por excelência da cidadania argentina.

Éramos mais de 100.000 ontem à tarde na Praça de Maio, no ato em defesa da institucionalidade democrática e contra o bloqueio latifundiário das estradas

Cf. versão integral em: O Biscoito Fino e a Massa

*Cristina Kirchner x “el campo”: O agronegócio e os tradicionais proprietários rurais não estão dispostos a perder nem um pouco dos seus grandes ganhos – x Silvia Beatriz Adoue

O conflito entre o governo de Cristina Kirchner e os proprietários rurais começou pelo aumento das retenções (impostos) à exportação de cereais. Com o aumento, o governo pretendia tirar para o Estado uma fatia dos imensos lucros resultantes dos preços favoráveis no mercado internacional e também conter o aumento aos preços internos para os alimentos. O que estava em jogo, então, não era qualquer mudança no modelo agroexportador. Porém, o agronegócio e os tradicionais proprietários rurais querem aproveitar a ocasião propícia e não estão dispostos a perder nem um pouco dos seus grandes ganhos.

Cf. versão integral em: Agência Brasil de Fato

* Conflicto con el campo en Argentina – LA RENTA AGRARIA, OTRA VEZ EN EL CENTRO DE LA POLÍTICA. x Eduardo Lucita

El conflicto superó rápidamente las razones que le dieron origen, las retenciones móviles y un esquema de cálculo que pone un techo a las ganancias extraordinarias derivadas de la creciente demanda de los mercados mundiales. Lo que comenzara como una cuestión económica merodea ahora los bordes de la crisis política.
Desde la perspectiva económico-técnica el problema esta resuelto desde hace días. El gobierno concederá más de lo que reconozca pero en su lógica de poder no puede hacerlo sin antes (...)

Cf. versão integral em: Ponto de Vista Internacional

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