Economia política da diversidade – neoclássicos, neoliberais e o colossal fracasso do ajustamento estrutural neoliberal

«Lamentavelmente, o tipo de reforma institucional que é promovido, entre outros, pelo Banco Mundial, FMI e Organização Mundial do Comércio, favorece um modelo de melhores práticas que pressupõe a determinação de acordos institucionais universais e a convergência de pontos de vista para que esses acordos sejam tidos como desejáveis por natureza. No entanto, os modelos de melhores práticas das instituições são, por definição, não contextuais, e não tomam em consideração complicações locais. Na medida em que restringem, em vez de expandir, o menu das escolhas institucionais disponíveis, acabam por servir muito mal a causa da boa governação». O Jornal de Negócios está de parabéns por disponibilizar em português artigos de Dani Rodrik, economista político da Universidade de Harvard, que usa a economia convencional para chegar a conclusões políticas heterodoxas. Definitivamente, a economia neoclássica, embora tenha um mal disfarçado enviesamento mercantil, não equivale em bloco ao neoliberalismo. Enfim, toda a história do colossal fracasso do ajustamento estrutural neoliberal imposto na América Latina e em África podia ter sido em larga medida evitada se tivéssemos mais economistas como Rodrik.

Cf. em: Ladrões de Bicicletas

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