EUA, Presidenciais 2008 – Poderá 2008 trazer uma nova geografia eleitoral?

Por JOSÉ GOMES ANDRÉ, Investigador de Filosofia Política e autor de “Sistema Político e Eleitoral Norte-Americano: Um roteiro“. Co-autor do blogue Bem Pelo Contrário

O padrão de voto em eleições presidenciais americanas revela uma grande volatilidade durante a segunda metade do séc. XX, produzindo um fenómeno de alternância política e de indefinição na geografia eleitoral. Os resultados entre 1952 e 1996 mostram um equilíbrio entre Republicanos e Democratas (7-5 a favor dos primeiros), com vitórias intercaladas quase matematicamente e marcadas por mudanças constantes nas preferências eleitorais dos Estados.

Curiosamente, na última década assistimos a um novo ciclo, verificando-se uma surpreendente fixação geográfica do eleitorado. Os Republicanos mantiveram uma forte base de apoio no Sul, no Oeste não-costeiro e em alguns Estados do Midwest. Os Democratas, por sua vez, são mais fortes no Nordeste, na Costa do Pacífico e na região dos Grandes Lagos. Note-se por exemplo que a eleição de 2004 trouxe pouquíssimas mudanças face a 2000, com apenas três Estados (Novo México, New Hampshire e Iowa) a alterarem as suas preferências – a menor alteração na geografia eleitoral desde 1936.

Cf. versão integral em: Eleições Americanas de 2008

Comentários