A imagem pública do MST – Rudá Ricci

Movimento é visto de forma ambígua, reflexo da cordialidade dos brasileiros descrita por Sérgio Buarque de Holanda

O Ibope realizou, em maio, uma pesquisa de opinião sobre a imagem do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em algumas regiões do país. Foram 2,1 mil entrevistados com mais de 16 anos, a maioria abaixo dos 39 anos, residentes em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Brasília (DF), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Vitória (ES), São Luís (MA), Imperatriz (MA), Belém (PA) e Marabá (PA), além de algumas regiões do interior do país.

A pesquisa é reveladora sobre o mosaico da cultura e percepção política da população brasileira. A ambigüidade está presente em grande parte das respostas. E parece dividir efetivamente o Brasil em interior e capitais.

O MST aparentemente tem maiores resistências nas capitais, em especial, em Belém e Vitória. Os entrevistados das capitais são os que afirmam conhecer mais o movimento, chegando a 27% do total confirmando que conhecem efetivamente o MST. A situação mais favorável à ação do MST encontra-se no pólo oposto, no interior do país, regiões onde o índice daqueles que afirmam conhecer o movimento é menor (chegando a 90% dos que afirmam não conhecer muito o MST).

Assim, logo de início, ficaria a pergunta sobre como se daria essa possível incoerência.

Cf. versão integral em: Agência Brasil de Fato

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