Papeleira, Zero Hora / Estadão: Um aroma de matéria paga



O PIG (Partido da Imprensa Golpista) é de amargar. Hoje, dois diários da mídia oligárquica estão coincidentemente preocupados com o imbróglio no qual está metida a transnacional papeleira Stora Enso. É que a cultivadora de desertos verdes inventou de comprar latifúndios rurais no RS, na chamada Faixa de Fronteira. Não poderia, mas ainda assim adquiriu as terras em nome de “laranjas” brasileiros, por acaso celetistas da empresa de celulose e papel.

E agora, esta matéria dos jornais Zero Hora e O Estado de S. Paulo, no mesmo dia, com semelhante conteúdo e idêntico objetivo – pautar de forma sincronizada o assunto e fazer crer aos seus leitores (só os palermas) que a lei que regula a Faixa de Fronteira é obsoleta por atender ao ordenamento jurídico da velha Lei de Segurança Nacional instituída pela ditadura civil-militar de 1964-85.

Viram como o PIG é democrata? Está lutando contra o chamado entulho autoritário do Estado de exceção. Edificante!

ZH, com duas páginas dedicadas, chega a criar um clima de polêmica em torno do assunto Stora Enso, quando se sabe que isso é absolutamente artificial. Não tem polêmica alguma. A papeleira está cometendo vários crimes tentando enganar as autoridades brasileiras e desrespeitando as leis do País. Ponto.

Nenhum dos jornais informa que o deputado federal Vieira da Cunha (PDT-RS) está com uma emenda tramitando na Câmara Federal propondo que a Faixa de Fronteira seja reduzida para apenas dez quilômetros, justo na feição das empresas que lhe doaram recursos pecuniários na última eleição, a Stora Enso e a Aracruz.

Cf.: Diário Gauche

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