SP – 50 ESTUDANTES DETIDOS APÓS PICHAÇÃO NA BELAS ARTES; SEIS FORAM INDICIADOS POR CRIME AMBIENTAL E LESÃO CORPORAL DOLOSA

Pelo menos 50 estudantes foram detidos após invadir e pichar o Centro Universitário Belas Artes, na rua Doutor Álvaro Alvim, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Segundo os alunos, a maioria de pós-graduação do curso de Produção e Reflexão em Artes Visuais, o ato seria um protesto contra a burguesia. Eles picharam frases do tipo: "Abra os olhos e verá o inevitável", e agrediram dois funcionários que tentaram impedir a ação. PMs conseguiram deter seis dos invasores, incluindo uma jovem e um menor, que foram encaminhados ao 36º Distrito Policial, do Paraíso. Eles foram indiciados por crime ambiental e lesão corporal dolosa e responderão ao processo em liberdade. Mais fortes são os poderes de Pernambuco!

Cf.: Imprensalão Lixo

Comentários

kevin disse…
O vandalismo é um modo que certos jovens encontram para se expressar, como muitas gangues fazem pichando, quebrando objetos públicos e muitas vezes agindo com violência contra propriedades privadas. Estas ações me parecem sublinhar disparidades e descompassos de uma maneira singular, um discurso informal, um clamor, quase uma baba que é desprezada e vista por uma perspectiva simplória, reduzindo este modo de expressão em um julgamento de valor, o feio e bonito.
Vai, bicho, desafinar o coro dos contentes, enquanto os meios de comunicação dominantes exploram e desaprovam estes atos, apelidando-os até de terroristas, provocando na opinião pública um sentimento de risco, que achando um culpado tudo se resolverá. Não há um cupado, o que existe são problemas que emergem, traumas que são expostos.

Larga-me, deixa-me gritar diante da cafetinagem do ensino, da arte, do grafitti. Questões brasileiras abafadas por interesses mercantis.
A ação dos pichadores revela uma consciência de um não-condicionamento às estruturas estabelecidas, um ruptura de limites que esbarra no espaço restrito do ensino privado e se desdobra sim para uma dicussão dos limites da arte.
O fato é que uma faculdade privada hoje no brasil não busca expandir o conhecimento humano, mas sim vender profissionais conforme a demanda do mercado. e como isso fica em relação a arte? O que significa atiçar a brasa?

Também acho a postura da entidade ridícula, principalmente a postura da coordenadora do curso que revela uma inflexibilidade de diálogo e uma visão unilateral do acontecido que reflete apenas os interesses da propria instituiçao, e não de uma artista que educa.
Nas palavras da coorenadora:"um ato de vandalismo que extrapolou os limites da ação civilizada.","processar esse trauma". Beuys declara como papel do artista indicar os traumas de uma época e iniciar um processo de cura, palavras que revelam uma face singular e até terapeutica da ação, diferente do choque moral e conservador da coordenadora.

Depredar a imagem da universidade privada em questão é uma invenção criativa. Vandalismo, vidros quebrados, pixações. porque não? Será que essa geração está tão morta e inerte a ponto de ficar de braços cruzados?
O grande mercadão das faculdades privadas finge criar espaços para o conhecimento e o que vejo refletido nesse ato é um sentimento de asfixia. A ação do aluno me parece um ato desesperado, um brado dentro da sufocante situação do ensino de arte brasileiro. Mas ao menos é um grito, que prefiro ver como um embrião de uma discussão sobre os problemas dos espaços destinados ao ensino de arte e seus limites.
Nas palavras de Beuys novamente “o artista e o delinquente são companheiros de caminhada, dispõem ambos de uma louca criatividade, e ambos carecem de moral...”
Anônimo disse…
O vandalismo é um modo que certos jovens encontram para se expressar, como muitas gangues fazem pichando, quebrando objetos públicos e muitas vezes agindo com violência contra propriedades privadas. Estas ações me parecem sublinhar disparidades e descompassos de uma maneira singular, um discurso informal, um clamor, quase uma baba que é desprezada e vista por uma perspectiva simplória, reduzindo este modo de expressão em um julgamento de valor, o feio e bonito.
Vai, bicho, desafinar o coro dos contentes, enquanto os meios de comunicação dominantes exploram e desaprovam estes atos, apelidando-os até de terroristas, provocando na opinião pública um sentimento de risco, que achando um culpado tudo se resolverá. Não há um cupado, o que existe são problemas que emergem, traumas que são expostos.

Larga-me, deixa-me gritar diante da cafetinagem do ensino, da arte, do grafitti. Questões brasileiras abafadas por interesses mercantis.
A ação dos pichadores revela uma consciência de um não-condicionamento às estruturas estabelecidas, um ruptura de limites que esbarra no espaço restrito do ensino privado e se desdobra sim para uma dicussão dos limites da arte.
O fato é que uma faculdade privada hoje no brasil não busca expandir o conhecimento humano, mas sim vender profissionais conforme a demanda do mercado. e como isso fica em relação a arte? O que significa atiçar a brasa?

Também acho a postura da entidade ridícula, principalmente a postura da coordenadora do curso que revela uma inflexibilidade de diálogo e uma visão unilateral do acontecido que reflete apenas os interesses da propria instituiçao, e não de uma artista que educa.
Nas palavras da coorenadora:"um ato de vandalismo que extrapolou os limites da ação civilizada.","processar esse trauma". Beuys declara como papel do artista indicar os traumas de uma época e iniciar um processo de cura, palavras que revelam uma face singular e até terapeutica da ação, diferente do choque moral e conservador da coordenadora.

Depredar a imagem da universidade privada em questão é uma invenção criativa. Vandalismo, vidros quebrados, pixações. porque não? Será que essa geração está tão morta e inerte a ponto de ficar de braços cruzados?
O grande mercadão das faculdades privadas finge criar espaços para o conhecimento e o que vejo refletido nesse ato é um sentimento de asfixia. A ação do aluno me parece um ato desesperado, um brado dentro da sufocante situação do ensino de arte brasileiro. Mas ao menos é um grito, que prefiro ver como um embrião de uma discussão sobre os problemas dos espaços destinados ao ensino de arte e seus limites.
Nas palavras de Beuys novamente “o artista e o delinquente são companheiros de caminhada, dispõem ambos de uma louca criatividade, e ambos carecem de moral...”