conjuntura x estrutura


A situação, portanto, de Morales [charge abaixo] a Gilmar Mendes [a que vem em seguida]: além da análise de conjuntura, o horizonte da crítica precisa refazer a estrutura histórica que constituiu tal conjuntura.

Para além dos quiproqüós juridicizados, veja-se o caso Dantas.

1. Qual é o lugar ocupado pelo capital fictício, dito financeiro, nos acordos e instituições forjadas para a reprodução disso que se passa por capitalismo cá na periferia?

Nesse caso, trata-se de entender como funciona um mundo marcado pela dominação de quase-Estados pelo núcleo do sistema nos termos de uma divisão internacional do trabalho que reproduz e amplia a polarização social e a concentração privada de riquezas socialmente produzidas.

Mundo afora, a questão a ser politizada é: o que é a colonização de 90% da sociedade pelos interesses antagônicos de 10%, minoria quantitativa mas a pautar os processos decisórios, valores morais e memória histórica?

2. Ante os mecanismos [que quase foram dissecados e acabarão na berlinda] pelos quais Dantas
et caterva espalham o seu "poder" e agenda sobre (2.1) partidos [de ACM e tucanos a Dirceu e lulistas históricos], (2.2.) oligarquia midiática [assentada na propriedade cruzada de meios de comunicação e legitimada por jornalistas penas-paga ou chapa-branca, loquazes testas-de-ferro da produção discursiva] e (2.3) poderes da República [e não só suas cúpulas, do Judiciário ao Legislativo]: a que servem tais mecanismos?

É quando entra em cena as bolhas [energia, novas tecnologias, mercado imobiliário, desregulamentações várias], com seus estouros e pseudo-soluções, marcadas pela "fuga para frente" que, de lá dos EUA, impõem há muito a agenda de privatização de lucros e socialização de prejuízos ao conjunto dos povos, mais precisamente, a todos os que vivem apenas da venda de seu trabalho no mundo inteiro.

3.
Como politizar tais análises, tendo-se como meta uma agenda política socialista e anti-mercado?



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