capital fictício, pero no mucho - depende de quem esteja por trás dele!


É semanal o rodízio de novidades.

Para hoje, falência do quarto maior banco de investimentos, o Lehman Brothers, ao mesmo tempo em que o terceiro maior, Merril Lynch, beija a lona, mas é salvo pelo gongo, adquirido por outro, o BofA, que pode não agüentar o tranco.

O nome do diabo que os carrega: falta de liquidez entre os credores do banquete, lado a lado com a plácida liquidez dos fundos especulativos.

O festival de
money gerando money levou a uma dívida de 50 tri de dólares, três vezes e meia o PIB.

Inventou-se a bufunfa sem nenhuma base material, que, por seu turno, se deprecia a olhos vistos, e não só pela contração de crédito ao setor produtivo.

A novidade: o FED tirou o corpo fora e deixou os irmãos desabarem – não por falta de risco de colapso sistêmico, sobretudo se considerarmos a desregulamentação e descontrole dos mercados financeiros que gerou a ficção contábil que agora resolveu pedir a conta.

Lá se vai a era do dinheiro fácil, a bolha de crédito estourou, e sua contração bate no centro consumidor, e é questão de tempo que a miragem dos emergentes imunes derreta-se como sorvete sob sol do meio dia.

Ainda acabarão descobrindo que o trabalho continua sendo a fonte do valor, que a sua negação pelo capital costuma dar nessa quebradeira muito antes de Marx ensinar como isso funciona, que há uma "memorável aliança entre poder e finança [...] que segue movendo a fronteira expansiva do sistema inter-estatal capitalista" desde a origem do sistema, que o rei está nu, e que coelhinho da Páscoa não existe, não necessariamente nessa ordem, aliás.

Comentários