Mensagem de fim de ano: liberdade diet, ou?


Fidel ou índios a rir de pataquadas vomitadas a granel mundo afora.


Um crash, mais um, enterra consigo as belas palavras que semearam impunemente [e com resgate garantido pelos BCs do mundo inteiro] a erva daninha da defesa do "livre mercado". Por 30 anos, interesses encastelados nas instâncias decisórias mundo afora impôs ao solo dos conflitos sociais o deserto mecanicista do pensamento único.


E as folhas da velha árvore vão caindo. Mais uma vez esfarelou o álibi das fantasias recitadas por "bem-nascidos". Fantasias reproduzidas, com a profundidade de taxistas, por refastelados em certezinhas compradas no bacião das almas inúteis que atende pelo nome de "mídia", por zumbis, por cadáveres a exalar textos putrefatos. Até quando?


Quando um mundo de florestas alternativas a esse deserto? Falta... quem as plante, o que será plantado, o como, e o com que intensidade. Se dependesse apenas dos interesses nada anônimos de sempre, a roda continuaria a girar a velha e árida cantinela.


O que, lá na Grécia ou nos subúrbios da França, pensam hoje os que tomam seu suquinho matinal de liberdade diet?


O que se passa com os que pensam a liberdade como frutinha a brotar sem confronto?


Que surpresas, afinal, abrirão os crânios de pessoinhas atoladas nesse lindo mundo cor de rosa e todo fofinho, com banda larga, cartão de crédito e belas palavras?


Que 2009 seja tão rico em surpresas como o foi o ano que se vai.


a todos, até lá!

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2008.dez.18, Atenas:

mundo afora...







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