FHC, cupins, a filhota Cardoso: cultura do favor e patrimonizalização

Como em Aristóteles, o projeto cardosista de enterrar os anos Vargas se diz em mais de um sentido.

E o Boca de Sovaco, vulgo FHC, sentenciou: o Senado nada representa e está sendo comido por cupins.

Faz sentido, afinal, são 81 senadores atendidos por dez mil funcionários espalhados pelo Brasil [poder trabalhar fora de lá foi um mimo concedido pela gestão ACM].

E ontem descobriu-se que a Filhinha do Rei de Higienópolis é uma funcionária fantasma a serviço do impoluto senador com a bolsa escrotal em lugar de bochechas, um ovo de cada lado, beiçola caidona prestes a babar.

O bocarra hospeda a filhinha do chefe para cuidar de seus "negócios pessoais".

Um cede a boquinha para a filha do outro. Lombroso até que não estava de todo errado.

A estranhar: a divulgação do fato se dá pelo palanque tucano, feudo serrista, o Lixão da Barão. Terá digitais do senador Álvaro "dossiê cartões" Dias nesse vazamento? Ou do Zé Aníbal, aecista?

É... A falta que dona Ruth faz. Ela o beliscaria, piscaria, mandaria um torpedo para ele se tocar que a filhinha querida também é cupim, retiraria a declaração e tudo morreria ali mesmo.

O Boca de Sovaco leu os Donos do Poder e sabe: práticas como a da filhinha-cupim confirmam o diagnóstico da patrimonialização estamental e da cultura do favor identificadas por Faoro na passagem para o capitalismo no Brasil.

Que o diga o filho do ministro do TCU: o papai é o responsável por fiscalizar empreiteiras, o filhinho participava da repartição entre políticos do DEM, PSDB, PSB e outros do "por fora", conforme o provam gravações de investigação conduzida pela PF na Camargo Correia, durante a operação Castelo de Areia.

A burocracia patrimonial mantém seu caráter aristocrático, com sua ética e estilo de vida bem particularizados; e ai do juiz que, mesmo com provas, resolver prender o banqueiro de olhos azuis ou a muambeira continuadamente sonegadora e contrabandista, mas brega-chic...

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