Igreja Católica, estupro e aborto: totalitarismo cristão e padres pedófilos

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O arcebispo de Olinda e Recife excomungou todos os envolvidos no aborto de uma gravidez de 6 semanas resultante de um estupro de uma menina de 9 anos por seu padastro, um aborto autorizado pela justiça, por conta do risco de morte da menina ou, ao menos, de seqüelas insuperáveis.

O líder da facção medievalizante assim justifica o silêncio ante a ação do estuprado: qualquer lei humana contrária à divina é uma lei sem valor, logo, aborto é pior que sexo impuro.

Como mostra o Hermenauta, a direita fundamentalista entrega o ouro com tal demarcação de posições:

o bispo disse em alto e bom som: “se a lei humana é contrária à lei de Deus, essa lei humana não tem nenhum valor“. É a versão ocidental da sharia. [cf. Hermenauta]

A direita anaeróbica relativiza a excomunhão como meramente simbólica e sem qualquer efeito sobre a vida civil, um argumento cujas pretensões fundamentalistas já foram desmascaradas pelo Hermenauta.

Trata-se de uma decisão com claras implicações políticas e civis sim, e, para ficar no campo do simbólico, o traseiro medieval que conspurca o posto outrora honrado por d. Helder Câmara entre 64-85 jamais criticará o padastro por uma simples razão: recriminar o sexo entre homens adultos e menores de 10 anos é o que, para usar jargão militar popularizado pelas trapalhadas americanas e israelenses durante seus respectivos massacres, é o que se chama "fogo amigo".

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Comentários

mescalero disse…
É verdade. A Igreja não se pode dar ao luxo de criticar a pedofilia, com tantos adeptos que tem nas suas fileiras.