Honduras, o Palmeiras e os últimos 3/4 da Gestão Belluzzo

Lá, como cá, todos em compasso de espera

Cá, como lá, não se sabe direito a quantas andam as negociações.

Em ambos os casos, algumas evidências. A ação dos gorilas hondurenhos [devidamente adestrados por décadas de simbiose com os establishment militar e neocon made in USA], mais acuados que Sadam escondido na toca, desmascara preferências golpistas e antipopulares das famiglias midiáticas e dos habituais porta-vozes dos grupos sociais e políticos por toda a AL.

E cá, como em qualquer outra agremiação futebolística, todos estamos reduzidos à minoridade só uma vez rompida com a experiência da democracia corintiana. A Nação Alviverde é mero rebanho a atualizar e realizar, mediante a sua paixão, a transformação de tudo em mercadoria nos dias que correm.

Quanto à repressão, não nos preocupemos: há violência da PM, Judiciário tendencioso [aqui, o promotorzinho bambi que nos persegue é o último capítulo da farsa], elites partidárias golpistas e lugares comuns midiáticos a estigmatizarem todos os que, descontentes com a palhaçada, digam não, lá como cá.

A diferença é que os mortos hondurenhos, tal como as centenas de desabrigados de Maranhão a Manaus não são tão mortos nem tão desabrigados como os twiter-anglicizados iranianos "where is my vote?" e encorpadas catarinenses de barriga branca.

Palmeiras, Belluzzo e a história que não se repete

Pagamos fortunas nas bilheterias, lojas oficiais, cardiologista e terapias [do bar ao divã, a depender do freguês].

Somos mero rebanho a sustentar processos decisórios e grupos políticos, que se transformaram em feudos mas sem quaisquer das obrigações dos suseranos, à frente de departamentos de futebol ante toda a, no caso, Nação Alviverde.

Hondurenhos ou palmeirenses, punhados de dois ou três Cipullos [Cipullo é o diretor de futebol do Palestra trás do que rola desde antes de Belluzzo virar presidente] se impõem ante os demais sem mais aquela. Se, por um lado, só nos resta torcer para que Belluzzo seja nossa versão de Frederico II, O Grande, o prussiano rei iluminista que impôs goela abaixo dos podres poderes do reino o que havia de melhor, por outro, a história só se repete como farsa.

Que tal os conselheiros e diretores serem pressionados a serem algo mais que conspiradores de folhetim ou massa de manobra eleitoral?

É quando "novos personagens entram em cena": a mídia palestrina.

Resta à mídia palestrina alargar, popularizar, massificar, institucionalizar e fortalecer o espaço conquistado nas interlocuções com o Rei-Economista, sob pena de algo como um 18 de Brumário qualquer atropelar e reverter esse diálogo e tudo o que de bom possa ser implantado no biênio da gestão Belluzo, 1/4 da qual acaba de virar história.

O processo de escolha do novo técnico é a oportunidade para escaparmos do vexame kantiano: não podemos fazer vistas grossas e silenciarmos ante o Rei, "para evitar fortalecer o adversário".

E esse jogo, como poderia dizer o bigodudo para além do bem e do mal, não é para fracos. À LUTA!

Já basta a sinuca de bico enfrentada pelo filósofo de Königsberg. Já basta os descaminhos atravessados pela militância e por movimentos sociais diversos: acuados pelo lulismo de resultados, acabam por silenciar muitas das críticas a fim de não jogar água nos moinhos tucanofascista, privatistas, financistas, antinacionais.

Emancipação social, tal como o ser em Aristóteles, manifesta-se de múltiplos modos.

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