do Onze de Setembro de 1973 no Chile às Torres Gêmeas


Em 1973, Pinochet consuma violento golpe de Estado contra o povo chileno.
Mata-se o Presidente Allende no próprio palácio presidencial.
O estrago no Onze de Setembro de 1970 foi grande.
E duradouro.
Coisa comum à América Latina à época.
Foi um senhor atentado terrorista da extrema direita, e de longa duração.
Um atentado municiado, avalizado, apoiado, financiado, chancelado e estimulado pelo governo norte-americano.
Atualmente há outro golpe em curso, com digitais yanques, lá em Honduras, é bom lembrar.
Gorilas estão à solta novamente na América Latina.
Há 8 anos, foi a vez do misterioso atentado muito do mal-contado lá na sede do poder e do capital global.
Muito bem, encerro o post com duas imagens.
A primeira é a capa da edição de hoje do principal jornal chileno, o Estadão deles lá.
É o El Mercurio.
NEM UMA LINHA, nadica de nada sobre o golpe.
Golpe que o El Mercurio, óbvio, apoiou na cama, mesa e banho.
À época e durante toda a Ditadura.
As famiglias da Cosa Nostra, digo, das oligarquias midiáticas latrino-americanas são tão previsíveis.
Que o digam os serviçais do Força Serra Presidente (Folha de S. Paulo, aos não iniciados) ou a urubóloga Míriam Porcão.
À capa a 39 anos do putsh:


[clique na imagem para ampliar]
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A segunda, bem...
Sabiam que até o funcionário designado pelo governo para filmar os escobros do WTC está sendo perseguido porque sabe demais [no momento, vive como exilado político na Argentina]?
Então não serei eu quem correrá o risco de publicar alguma imagem que possibilite perseguição.
A mesma sofrida pelo cara.
Como não quero os serviços secretos de lá no meu pé, o que fazer?
Então, vamos a torres gêmeas bem menos comprometedoras.
Ao menos sob o ponto de vista geopolítico.
Que, como se sabe, é muito mais relevante que o das picuinhas.
Seja as moralizantes, seja as poli-titica-mente corretas.
Um brinde à queda das Torres Gêmeas abaixo!




Aos créditos:
* As torres gêmeas acima são uma delicada amostra do Seu Cruz do quanto não é nem um pouco insensível às questões postas pelo tempo em que vive.
* A capa do
El Mercur é uma pataquada à qual O Tempo das Cerejas chamou a atenção.
* A imagem que abre a postagem, veio da página do Latuff, o autor do cartum.
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Comentários

José Carlos disse…
Ótimo post, mas só uma correção o ano do golpe é 1973.
Anônimo disse…
Eu também quero brindar a queda das torres abaixo/acima, que caiam todas!
Bj
Angelita
gilberto tedeia disse…
Obrigado pela correção; eis um dos riscos de se apoiar no trabalho subjetivo da memória pessoal...