Dilma, Serra, por que a galinha cruzou a rua?

Por que a galinha atravessou a rua?

Declarou Dilma Rousseff: “No que se refere ao fato de a galinha ter cruzado a rua, eu considero que este é mais um ganho do governo do presidente Lula. Eu considero que foi apenas depois que o presidente Lula me pediu para coordenar o PAC das Ruas é que as galinhas no que se refere ao cruzamento das ruas tiveram a oportunidade de poder cruzar as ruas, coisa que, aliás, só as galinhas com maior poder aquisitivo podiam no governo FHC, no qual o meu adversário foi ministro do Planejamento e da Saúde”.

Já José Serra alegou: “Olha, este é mais um trololó da campanha petista. Veja bem, as galinhas cruzam as ruas no Brasil, há anos. Eu mesmo coordenei a emenda na Constituição que permite o direito de ir e vir das galinhas. Eles ficam falando que foram eles que inventaram esse cruzamento de ruas, mas já no governo Montoro, quando eu era secretário do Planejamento, as galinhas cruzaram as ruas com maior segurança. Eu, por exemplo, criei o programa Galinha Paulistana, que permitiu que milhares de galinhas pudessem cruzar as ruas e, agora no meu governo, vou criar o “Ministério da Galinha Brasileira”, em que toda galinha terá direito de cruzar as ruas quantas vezes quiser”.

[cf http://bit.ly/dpfMdq]

Comentários

Anônimo disse…
Tá certo... Mas as galinhas chegaram a algum lugar?
gilberto tedeia disse…
por analogia, é exigir saber se, afinal, a loira cnseguiu ou não encher o pneu, ou se zezinho acabou ou não fazendo a lição de casa.
Anônimo disse…
... e, claro, não tomando as coisas tão assim ao pé da letra, por supuesto...

Mas será que as galinhas locais terão o mesmo ímpeto de suas congêneres francesas e tentarão impedir mais uma (contra)reforminha da Previdência patrocinada pela nossa esquerda-vaselina?

Ou será que perguntar por isso também é irrelevante e/ou não faz sentido? Ou, por outra: seria preciso explicar a piada mais uma vez para descobrir que talvez ela não tenha graça nenhuma?

...apenas uma private joke, quem sabe?...
Anônimo disse…
Aos ingênuos de plantão:

"Economia
Agência internacional apoia a decisão de Dilma de manter política econômica

As diretrizes econômicas que a presidente eleita Dilma Rousseff traçou em suas primeiras entrevistas após a eleição receberam na segunda-feira o primeiro aval de uma agência internacional de classificação de risco. Ao Jornal Nacional e ao Jornal da Record, Dilma afirmou que manterá a política econômica do governo anterior. Enfatizou, sobretudo, a manutenção das metas de inflação e taxa de juros - herança da administração do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Ela ainda deu ênfase à questão da guerra cambial e criticou a postura dos países que desvalorizam suas moedas artificialmente. Dilma se comprometeu a manter a política de câmbio flutuante e relembrou o fracasso do câmbio fixo - que enfraqueceu a economia a argentina e também a brasileira. "Não iremos modificar nenhum dos pilares que sustentam nossa política econômica", disse.

Em nota divulgada na segunda, a agência Standard & Poor's avalia que a adoção de políticas de controle fiscal como as prometidas pela petista em um ambiente como o atual, de crescimento econômico e inflação sob controle, permitem prever uma elevação da classificação de risco do Brasil.

Sobre os gastos públicos, a presidente eleita reiterou que implantará medidas para conter a sangria nos cofres, mas descartou cortar verba de programas sociais. "A característica principal de um governo no mundo de hoje é não gastar aquilo que não pode, mas manterei os gastos sociais e os investimentos", afirmou. Nem o mercado nem os analistas esperam que Dilma dê início a grandes reformas, sobretudo em um momento em que a economia brasileira tem acelerado fundo.

(Com agência EFE)"

Mais do mesmo: mutação adaptativa ocorrida já há oito anos atrás mostra que tucanos vermelhos passaram a fazer parte da fauna política brasileira. Para quem duvida, Leda Paulani e Paulo Arantes dão a dica (v. "Brasil Delivery" e as políticas sociais implementadas a partir das migalhas provenientes da política macroeconômica brasileira...)