Servidão por Dívida: a história milenar de uma guerra social entre credores/banqueiros x populações inteiras

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Uma boa retomada história da relação entre crédito, dívida e resistência popular ante a instransigência do capital portador de juros é contada aqui.


O mais interessante, e é uma coisa que se eu fosse fazer um TCC em economia eu arriscaria trabalhar, é, a idéia de que a passagem da dívida privada de príncipes e regimes oligárquicos para a busca pelos credores da chancela parlamentar de impostos a serem impostos à nação... em nome da nação, ainda lá no séc. XVII, e aqui a hipótese que interessa investigar mais de perto, e que só cito o que texto desenvolve de modo um pouco mais cuidadoso: foi a "necessidade de financiamento de guerra que promoveu a democracia, formando uma trindade simbiótica entre fazer guerra, crédito e democracia parlamentar que perdurou até os dias de hoje".

Detalhe: trata-se de uma guerra social.

Uma  vez ela foi vencida pelos credores em 132AC-29AC, e o autor toma esse século de assassinatos dos que queriam o cancelamento da dívida como a causa tanto o fim da República romana, quanto do colapso e a ruína do Império deles, num processo que durou séculos e deságua num retorno à subsistência ao modo rural.

De novo a vampirização social pelos credores se repete hoje, quando dívida privada de banqueiro é socializada e transferida por governos sem nenhuma legitimidade ao contribuinte, pouco importando o que se passa quando economias se contraem, riqueza se concentra e populações inteiras novamente são submetidas à servidão por dívida contraída por seus antepassados ou em seu nome, tanto faz, e tudo isso em pleno séc.XXI.

Conclui o autor: a Argentina já mostrou, mais uma vez numa longa e milenar sequência de super-cancelamentos da dívida, que há uma rota alternativa, e, que o jogo ainda pode ser revertido.


Vale a leitura.


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