Pinheirinho e o consumo de informações: as leis e a defesa de um ponto de vista

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intolerantes quem, Cara Pálida? 
Eis o que precisamos definir.


Após mais de 150 anos de acirramento das contradições e polarizações sociais, o fazer vistas grossas ao que espeta, privatiza, precariza os laços sociais não pode mais ser debitado na conta da imaturidade ou analfabetismo político – essa postura é o que é: apoio ao que esfola, pouco importa o discurso que o legitima. 

E avanço um passo: essa conta precisa incluir, após décadas de demonstrações consistentes do contrário, todos os que insistem em repetir, em atos ou palavras, que mídia informa e incluir também os que insistem em apoiar o legalismo jurídico como expressão neutra com relação a valores da Justiça, com J maiúsculo, como existisse "uma", não fosse ela um palco de disputas e o esgoto a céu aberto que todos sabemos, como o demonstram com a concretude do exemplo que se repete e repete e se repete desde a desocupação do Pinheirinho à anulação da Satiagraha ou Súmula da Algema imposta pelo Gilmar Dantas, vulgo Daniel Mendes

Em suma, amigos tucanos, e muitos petistas caem nesse universo quando apoiam Belo Monte em nome de um desenvolvimento de fazer corar a Ditadura: sois fascistas travestidos de democratas ou culturetes descoladésimos a lotarem nossas mesas de bar, almoços na família, reuniões nas instâncias em que interagimos.

Todos vocês se escondem sob o mimimi da liberdade de opinião, o mimimi da liberdade de gosto, o mimimi da democracia mais justa ou o mimimi da liberdade de valores quando somos nós os que reagem ou quando somos nós os que apontam seus vícios e fragilidades. 

Mas vocês, os defensores de liberdades e legalismos, não titubeais em apoiar perseguições, corte de verbas, invasões truculentas ou inversões da relação entre regra e fato quando praticados na defesa de $eus intere$$es, interesses esses sempre relacionados à defesa da / ou reserva de valor da apropriação privada da riqueza socialmente produzida. 

Outrora isso foi conhecido como luta de classes, quando um dos lados era forte o suficiente para chamar... a coisa pelo próprio nome. 

E não há, dentre os pintados nesse retrato traçado aqui, um que se manifeste a negá-lo. Quase nunca se dão ao trabalho, e quando o fazem, não tocam o cerne da questão. Quando não se fazem de desentendidos, se restringem à única coisa que sabem fazer [não os mais alfabetizados, apenas os que estão sem perspectivas agendadas de contratos, sinecuras e favorecimentos com o poder público ou privado], fazer o que sempre fazem: desviar o foco, mudar de assunto, indo do deixa-disso ao você-não-sabe-o-que-fala, mantras que admitem inúmeras variações.

[adicionado imagem às 15:56; adicionado em 25.01.2012, às 15:45h, o mimimi da democracia mais justa, horas depois que o estrume que governa SP cagou essa "advertência' aos que reagiam à porrada dos bandidos fardados, enquanto o estrume vazava pelos fundos da Catedral da Sé em 25.01.2012, pela manhã]

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