Tucanos e vida nua: a palestinização da questão social vem de longa data

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Bárbara Analogia. 


Tucanos e Palestinização da questão social:  a tríade lei+mídia+PM junta-se em batalhões que, num rolo compressor, massacram, destroem o que bem entendem, e negam direito de resistir às vítimas.


Um círculo dos horrores que se repete, há longa data. 


Lembram-se da quebra do movimento sindical petroleiro em 1994 pelo jovem FHC?


Do E.Amadeo, ministro do Trabalho, num coro repetido até chegada de Lula em 2002, condenando  como "inimpregáveis", logo, como seres humanos descartáveis todo o contingente dono de uma só mercadoria pra vender, sua força de trabalho, declarada descartável pela nova ordem rentista e privatizante do espaço econômico nacional?


Como Israel massacra o povo palestino, assim os tucanos tratam suas vítimas. 


Dos atingidos pelo  processo de arreganhamento e destruição do espaço econômico e do tecido social nacional nos anos do tronopólio Cardoso, aos recentes legalismos dirigidos por representantes da Opus Dei à frente das instituições administrativas do Estado de São Paulo voltado contra o Pinheirinho.


Como Israel, aqui também se massacra um espaço urbano equivalente ao de uma cidade inteira.


Tal como com as aldeias palestinas inteiras arrasadas por aqueles tratores gigantes, os buldozers, aqui os tratores tucanos destroem Pinheirinho de cabo a rabo, sem mais nem menos postas abaixo as moradias de uma população maior que a de 25% dos municípios do País. 


E quando você joga um ovo em resposta [na Palestina já evoluíram para pedras], o prefeito da capital do Tucanistão diz que desse jeito não é possível uma democracia justa


Só seria justa se fosse assentada no poder popular. E desde quando é isso que o senhor tem em mente, senhor prefeito?


Em todos esse casos, vítimas são tratadas COMO SE NÃO EXISTISSEM, ou, se quiserem um conceito, VIDA NUA, mero ser vivo cujo único direito é o de, após ser despojado de direitos, o direito de obedecer e ficar calado.


Ou nos mobilizamos já para dar um basta a isso, para acabar com a transformação da política em questão policial, ou daqui a pouco invejaremos a sorte dos palestinos, pois, além da militância internacional a seu favor, ao menos a UNESCO diz que eles existem. Ah, parece que lá rola um tal de Hammas, que não deixa passar barato as porradas que tomam.


Sei que vão falar: deixe de besteira, rapaz, a esfera do direito lentamente avança no país... 


É, acrescento, bem lentamente, ainda bem que esse "lentamente" já te incluiu, né? E o resto faz o quê enquanto isso, lê Habermas ou Rawls e fica quietinho no seu canto edificando a esfera pública argumentativa e tolerante, né? 



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