Urbana Anônima


...




Quando retornas, você
pro meu lado, tão longe,
dia de pernas, sem formas 
por idéias, tão clara

memória que desponta, 
tão depois, encobertos
sorrisos travados, sim,
todos em festas por ti:

que queres de mim, luzes?
em mim teus raios pintam 
passos sem teu lugar meu,
ou tu sem caras nem sons.

Cadeira que não sento,
janela fechada além,
cinzento dentro e, fora,
tu que sois apenas luz,

eco mortal e cúmplice, 
doce sombra sem trégua, 
escada celibatária, 
exílio sem fuga nem fim...

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