Colapso grego como indicador de novo modelo de gestão das populações na Era da Precarização


Esse texto apresenta uma breve radiografia da (catastrófica) situação grega.

A continuar aplicação do receituário até hoje imposto aos europeus pela troika, não é absurdo projetarmos caos sistêmico imposto aos gregos, em linhas gerais desenhado nesse artigo, como parte de novo modelo de gestão das populações em escala global.

Não se trata apenas de um problema restrito à Europa mediterrânea.

Sabemos que colapso grego repete conjuntura comum a  diversos pontos da Ásia e África [não foi o "feice" o princípio-motor da Primavera Árabe, mas a degradação completa das condições de vida de suas populações].

Não bastasse, tal precarização há tempos afeta segmentos de populações pauperizadas e entregues ao "mercado-dará" nos países do "núcleo duro" do sistema, China, França, Alemanha e EUA incluídos.

E aí, galera? Que fazer? Lamentar a morte da bezerra, voltarmos aos estudos dos clássicos, lutar na esfera judiciária por mais direitos, assistirmos de camarote o avanço dos fundamentalismos religiosos ou políticos [de ultradireita ambos] e fazermos de conta que a fila da sopa da ONG é o paliativo que basta?
 

Acusam de catastrofista e apocalíptico os que desenham cenários como o traçado aqui. Tal acusação mostra a gravidade da situação, já que grande parte do que resta de massa crítica ou militante se mostra anestesiada com seus legos conceituais ou institucionais, quando não meramente regida por interesses da esfera privada a garantirem uma boa-vida, pior que nem sempre bem remunerada.

Uma primeira pista sobre "o que fazer" passa por "trabalhos de toupeira" como o apresentado nessa entrevista com o editor de extrema-esquerda da  casa editorial francesa Le Fabrique, que só "publica livros contra a manutenção da ordem existente", e todo o conjunto de atividades que se segue à circulação de textos e debates programáticos anticapitalistas, incluídos aqui grupos de estudos e intervenções coletivas que não se deixem cair nas "redes" do onguismo, dos voluntarismos vários ou de seitas partidárias esotéricas. 
...

Comentários