Formação/deformação e o retorno à barbárie da dogmática religiosa



Em tempos de retorno do domínio da barbárie cristã, do ofuscamento da distinção entre fé-razão e da supremacia de dogmas religiosos ultraconservadores, cristãos ou muçulmanos ou confucionistas, tanto faz, sobre a universalização dos direitos políticos, o que fazer?

À falta de uma resposta, começo por indicar-lhes esse video. 

É bestinha, mas abre espaço para pensarmos a formação/deformação a que as crianças são submetidas...

A começar pelos carrascos disfarçados de pastores e pais "tementes a deus", todos a dispensar até o sinistro véu da hipocrisia, escancarando sua bocarra a regurgitar à luz do dia suas "certezas" medievais fundadas num calhamaço apócrifo, paranóico e homicida conhecido como "bíblia".

E lá se foi o diáfano véu que os recobria ou deles nos protegia, o véu das tênues conquistas, à custa de muita luta e sangue, que visava universalizar algumas diretrizes pós-iluministas, as que mantinham como horizonte a emancipação do homem das trevas da ignorância e dos elos da dominação.

Hoje essa tradição de apenas dois séculos de lutas, somada às elaborações trazidas há não mais que seis séculos de tradição humanista, todo esse legado é substituído alegremente pela hidrófoba cultura de ódio, rancor, discriminação e negação de direitos a grupos ou segmentos sociais específicos.


Sabemos que tal movimento se deve tanto por determinações econômicas, quanto por interesses particulares de elites gangsterizadas que sequestram comunidades inteiras, o que só aumenta a amplitude do problema.
 
Assistiremos passivos à despudorada reinstalação dos valores dominantes por milênios?

Como lidar com a defesa do mata-esfola, com suas práticas e valores, com a história e os crimes que carrega, impõe e defende?

Em especial, indico esse video aos que se espantam ainda existirem bonequinhos fascistinhas como o neo-Opus Dei nomeado secretário pelo picolé de chuchu que governa o estado de SP.


E aos indignados com os pactos políticos que instalam conoréis e defensores de policiais assassinos ou pastores homofóbicos em cargos à frente de Comissões de Direitos Humanos no Brasil.

Da Comissão federal à paulistana...

A luta é mais ampla do que nossa capacidade de formular a questão, basta ver os comentários indignados em ambos os casos.

O buraco é bem mais embaixo.

E profundo. 
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