Terceiro Turno e o cocô que se passa por "política nas ruas"



Gente, calma, são 30 milhões de derrotados querendo um terceiro turno, só isso.

O que temos é mera disputa pelo acesso a fundos públicos. 

A água bateu na bunda do bloco alijado do executivo federal.

16 anos longe do acesso acaba com as economias de qualquer um...

Aposto um chiclete mascado: temos diante de nós a mobilização de gente que perdeu o hábito de trabalhar, derrotada mais uma vez na última eleição.

E uma militância de gente remunerada com dinheiro de origem desconhecida [dos EUA, na verdade, roteiro seguido às dezenas nas mobilizações populares do mundo árabe e leste europeus e asiático], que agora quer pautar, a fórceps, um terceiro turno por serem contrários a financiamentos de origem desconhecida... por eles - LavaJato que o diga.

Águas claras, Perdizes, Ipanema, Boa Viagem... nossas elites e suas camadas médias apenas confirmam os mais rasteiros, ortodoxos e dogmáticos manuais de formação política.

A jabuti-Marina minou o que poderia ser a força social que daria respaldo político ao golpismo, que, por seu turno, consegue a proeza de levar às ruas dois dias antes milhares de pessoas em defesa da jabuti-Dilma.

NO STRESS: a gente tem de se acostumar com mobilizações em massa, as de direita incluídas.

No frigir dos ovos, tal como com as de esquerda, sabemos que não levam a nada...


Afinal, todos sabemos que "política", e não é de hoje, passa-se ao largo tanto das "instituições democráticas" quanto do que quer que venha das ruas...

Se, por um acaso, o temor for de um golpe ou o que seja, sabemos que golpes, ou o que quer que seja, acontecem com ou sem apoio ou rejeição nas ruas

Golpe? só se Papai Obama fizer sucessor; e como serão os republicanos que ganharão na matriz, esquece... 

Golpe? Mais importante, PARA NÓS, é (1) o que acontecerá com a Venezuela e (2) desarmar a bomba-relógio que já operou no Paraguay e Honduras, a aliança Legislativo e Judiciário para o golpe que coloca a extrema-direita no poder - porque (cá entre nós e os petistas que me desculpem) a direita nunca deixou de estar à frente, presidência do BC, nomeações ao STF e ministros da Fazenda, ou, agora, o contingenciamento e corte de verbas na educação da Pátria educadora que o digam...

Temos uma nova burocracia e um novo modo de tratar política como "gestão do  Estado", por um lado, e, por outro, o analfabetismo político que é estrutural por aqui ao sul do Equador, e não é de hoje, e acionado sob a má-fé da "desinformação mobilizadora" em curso, e não só hoje.

Quanto ao resto, o refluxo nos quatro cantos do planeta de tudo que seja identificado com mobilização ou participação política efetivas tornou falsa a disjuntiva posta outrora por Zizek, chinezização OU berlusconização da política.

Temos sim é a conjunção E, ao invés do OU sendo tecida.

O modo como a União Europeia trata os referendos populares que a negaram ou o último governo grego, posto de joelhos por ela outro dia por lá, é a prova dos nove que faltaria, e que nunca faltou.

Bom almoço a todos, com coxinhas ou sem.

Afinal, sabemos como essa história vai acabar...!



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