Resposta-Manifesto do Mães de Maio à gourmetização das Jornadas de Junho pela Boitempo

De ponta a ponto pinta o pinto, e assino em baixo da resposta do Mães de Maio, "A Revolução Não Será Gourmetizada", quando convidadas, de última hora, para tapar buraco na programação do Seminário Cidades Rebeldes, texto que se abre com o parágrafo abaixo, nos faz pensar e pelo qual todos os concernidos terão de se posicionar: 

"Diante do convite de última hora, durante o fim de semana nós do Movimento Independente Mães de Maio meditamos e discutimos bastante, coletivamente, e decidimos não participar deste Seminário Internacional pelas razões a seguir, as quais também achamos importante tornar públicas (não apenas para os inscritos e demais participantes do Seminário, mas também para a reflexão de toda esquerda autônoma e anticapitalista)."

É uma leitura atenta do que se passa por "esquerda" hoje e da necessidade de demarcarmos uma linha a fim de acabarmos com a geleia geral que visa capturar e domesticar as luta de esquerda, que ou são antissistêmicas e anticapitalitas sim ou serão apenas mais uma manifestação de ex-querda gourmet.

Trata-se de desmascarar esse arremedo de "red washing" do projeto lulista e pessoal de poder, assentado em certa política de governabilidade sem rupturas que apenas conferiu musculatura e maioria à bancada dos 3 Bs, boi/bíblia/bala.

É, chegou a hora de separar o joio do trigo... 

Os "companheiros petistas'  usaram e abusaram de certa indistinção quanto ao que se toma por "esquerda" e do relevante papel histórico desempenhado pelas suas lutas e embates que os tiveram como força hegemônica.

O resultado da indistinção do que se passa por esquerda hoje tem como ponta do iceberg o sistemático massacre dos que ousam puxar as lutas sociais para um perfil antissistêmico, a invasão das ruas e da pauta política por walking deads pedindo golpe militar, a transferência maciça de recursos públicos via aumento da taxa de juros de juros, a manutenção do monopólio da circulação de informações pelas famiglias midiotizantes, e, agora, a repetição passiva de laços comerciais a instaurarem a China como a Bola da Vez como Império Salvador da Pátria. 





Acabou o casamento, e agora é cada um por si, afinal, ao casar seu projeto de poder com os do Levy e o capital financeiro, Abreu e o agronegócio, empreiteiras e o consumo de certo modelo de cidades, fundamentalistas cristãos  e certa pauta neomedieval, então os que ainda apostam nessa indistinção apenas merecem ser saudados com o adágio "diga-me com quem andas e direi quem tu és".

Que cada lado procure o seu caminho, e fim.

Texto completo, aqui: http://passapalavra.info/2015/06/104815

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