Dilma, Obama e Kissinger e os Três Patetas



Dilma ir a Obama e Kissinger, um pato manco e um genocida, pode ter sido o beijo da morte a soterrar o salto geopolítico da Era Lula no cenário internacional, reduzido a mero espasmo.

Ou não. O que eles fizeram foi confinar ao picadeiro da história os 3 patetas da tournée venezuelana

Foi dado o recado de Dilma aos golpistas: galera, quem está no governo sou eu, me encontrei com teus próceres dos quais não passais de micos amestrados, e lembrei a eles que é bom eles enquadrá-los sob a focinheira desses nossos tempos marcados pela política como mera gestão, que é a garantia de uma calma relação de transferência de fundos públicos ao mercado financeiro e a garantia de bons negócios não centrados apenas em sete irmãs hedonistas apenas, por exemplo.

O enquadro de Obama à pateta da Globo News, empresa do grupo que é o carro-chefe e porta-voz do golpismo que ganhou as ruas no Brasil desde novembro de 2014, foi a mais eloquente demonstração de que a jogada de Dilma pode sim surtir efeito entre os gorilas locais.

De saída, se Obama não refutasse de imediato a provocação, ele se veria em maus lençóis com todos os membros dos Brics e a América Latina inteira.

O mais importante no plano local é que, se ele não reduzisse a pó de traque a provocação da energúmena, ele chancelava ali mesmo a abertura das portas do inferno abaixo da linha do Equador: a tournée venezuelana dos três patetas do Senado brasileiro se firmaria como o primeiro passo do desmanche de um tenso equilíbrio na relação entre as duas grandes classes antagônicas construído na Era Lula.


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