dos suicídios à recolonização e chacinas das quebradas do Planeta-Favela


Cada povo exclui os indesejáveis à sua maneira, e todos fazemos vistas grossas a tratar cada caso como patologia particular, sem tratar o problema na sua dimensão constitutiva básica, a de que se vive sob a exploração do homem pelo homem, e que toda propriedade privada é um roubo.

E isso vale para tudo, do suicídio aos ataques xenófobos, da chacina nas quebradas à recolonização pelos países centrais dos territórios com riquezas naturais [o que inclui esse rincão com pré-sal em que vivemos]. 

A metabolização dos diferentes âmbitos da vida social sob a lógica da mercadoria, que por mais de 600 anos avança seu triunfante cortejo de destruições, não cairá de podre, apenas reciclará imperturbável seu ciclo de horrores. Até quando?

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