O almirante e a águia na Terra de Mal Moro


Nassif: 'a Lava Jato prendeu o Almirante Othon Luiz Pinheiro; culpado ou inocente,está na cadeia o pai do programa nuclear brasileiro'

Juntando as peças, essa, mais o encarceramento dos executivos das duas maiores multinacionais brasileiras, mais a reativação da Quarta Frota no mesmo instante em que foi anunciada a descoberta do Pré-Sal, mais o Senador Tarja Preta querendo mais uma vez entregar o petróleo de bandeja às Sete Irmãs....

Mas quanta fumaça com cheirinho de Departamento de Estado Norte-Americano nisso, hein? 

Da disputa geopolítica que se diz de múltiplas maneiras, estamos aprendendo da pior maneira como os EUA sempre jogam sujo...

Claro que a esquerda autêntica e de carteirinha, a menina do gif acima, vê outra coisa nesse tiroteio de cachorro grande. 

Ela sempre enxerga além, muito além, mas tããããão além, que ninguém fora da Cucolândia das Nuvens em que vive sabe direito do que está falando quando critica a corrupção e se soma ao golpe em marcha tocado pelos "vestais da ética" [isso é, os neomedievais fundamentalistas de mercado e cristãos reunidos na bancada dos 3 Bs, boi, bíblia e bala], e se aninha sob a cunha do guarda-chuva de moros globais, a que serve de quinta-coluna.

Na Terra de Mal Moro, os cães ladram, e a caravana ianque passará mais uma vez sua agenda de negócios.

Após o Golpe em curso, que não é só contra a Dilma ou o PT, tudo se seguirá como
convém a economias exportadoras de matéria-prima postas de volta ao seu lugar na história, no caso, como miúda nota do rodapé da outra lá, a do Grande Irmão do Norte.

E tudo voltará ao normal, um stand up e um título do Palmeiras relaxará a plateia mais exaltada com essas coisas incertas da política realmente existente, e ninguém se lembrará de nada, reconfortados todos em seus smartphones 4G com qualidade de conexões discadas, enquanto se servem de gororobas diets requentadas em tramontinas amassadas ninguém se lembrará mais o porquê...

Alguma coisa terá de ser feita com a massa de desvalidos que acampará na lona preta em grandes avenidas, talvez amontoá-los em containers dispostos em campos de concentração batizados com algum neologismo a defender suas quase-cidadanias como política pública desse quase-Estado que seguirá sendo essa não-Nação.


Acho que meu almoço foi pesado demais.

Talvez eu esteja só tentando dar uma forma ao medo difuso ante todo o jogo em curso desde o Caso Mensalão, o de perseguir unilateralmente um dos players que joga um jogo que até um poste sabe ser assim jogado por todos.


Para dizer que não falei de flores: quais os limites da ação política antissistêmica ante um jogo que atende pelo nome singelo de democracia liberal de mercado, ou, para os íntimos, capitalismo selvagem? Não me façam rir com platitudes como o "tempo judicial atropela o tempo da política", por favor.

Esse foi o termo de chegada de Pactos pela Governabilidade que passaram pelo "É dando que se recebe" sarney-cardosista e pela Carta aos Brasileiros lulista, dum jogo do qual o silêncio do governador petista à sentença-relâmpago pela juíza candidata a desembargadora que inocentou os PM's comprovadamente assassinos da Chacina do Cabula é apenas a azeitona da empadinha indigesta.

Quem entendeu as citações e indiretas acima, ótimo, quem não, dane-se, não é problema meu, isso aqui não é uma aula para eu ter de explicitar todas as mediações.


Voltemos à velha pergunta que fazer?

Comentários