Somos todos gregos, mas a casa tá caindo é pra tudo quanto é lado


Esse post parece ser sobre a Grécia, mas não é APENAS isso.

Para os que não estão por dentro do que se passa na Grécia, um bom resumo nesses dois parágrafos desse breve texto do Zizek aí da imagem, retirado daqui.

Mas acrescento: o que ele fala de Europa refere-se, antes, a todos nós da América, noves fora os EUA porque esses aí naufragaram de vez nesse embate quando assassinou-se por lá suas próximas gerações ao torrarem 4 TRILHÕES de dólares para salvar o capital fictício financeiro.

Para quem tenha alguma dúvida, basta ver o governo do PT acuado pelos mesmos que sufocam o lado de lá do oceano, aqui representados por testas-de-ferro da extrema-direita tucana-peemedebista.

Basta percebermos que, aqui na AL em geral, e no BR em particular, também ela já colocou o chifre e o rabo de fora, e assumiu seu cheiro de enxofre golpista e antipopular de vez nos últimos anos entre nós, seja no Congresso, seja nas oligarquias midiáticas, seja no Judiciário – primeiro em Honduras, depois no Paraguay, agora de vez na AL toda. 

No nosso caso, basta percebermos que a antiga "correlação de forças" liderada pelo partido trabalhista que se recusou a avançar o embate não funciona mais.

Basta apontarmos que, quando esse bloco hegemônico no poder deixou de "ser perigoso" após renegar o apoio da esquerda que o levou ao poder [ou seja, quando ele passou a denegar o potencial de ruptura que seu projeto trazia embutido e representado com o apoio dessa esquerda que sempre foi rifada em sua trajetória esses anos todos], ele passou a ser tratado na base do piparote desdenhoso ostentado em medidas de exceção levadas a cabo por todas as instituições da República uma a uma, da PF e do Congresso ao MPF e ao STF – faltam apenas as Forças Armadas, e então se fechará o nó da forca.

Quanto ao que resta de esquerda desse país, cansada de fazer o papel de idiota, ao pular fora do apoio incondicional à governabilidade lulista e à sua política de alianças visando omelete sem ovos quebrados, retirou-lhe a ossatura que o sustentava e que barrava o avanço conservador que assistimos por aqui.

Que fazer, além de torcermos para que, mesmo com uma vitória do "não" grego, tudo não passe duma impotente resistência ao avanço dum capitalismo chinezizado [fundamentalismo capitalista de mercado liberal ao extremo ao andar de cima sem nenhuma das conquistas da democracia nas relações políticas ao andar de baixo], cuja versão local desse avanço é o desmanche da CLT reduzida a pó de traque com a terceirização das relações trabalhistas nas atividades-fim da empresa?



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