Vida lambida do concurseiro que venceu na vida


É conhecida o quão é esgarçada a sociabilidade da galera rosada que mora no Plano Piloto, nas Asas Sul e Norte, em Brasília.

Região demograficamente dominada por concurseiros, vamos fantasiar um pouco:

Aqui, a moral dominante é a de pessoas que abriram espaço em meio à multidão na base da cotovelada que acerta o X no quadrinho certo após anos fechados ao mundo decorando traços e letras.

Após tomarem posse da nova vida como funcionário público, da estabilidade funcional com salário garantido, não sem uma greve aqui e ali ficando o tempo todo em casa mas com vencimentos integrais garantidos, tornam-se seres intocáveis a valorarem todo o mundo em que vivem como mérito exclusivo delas porque souberam marcar aquele bendito X no quadrinho correto e pronto: ninguém atravesse-lhes o caminho porque têm o holerite e nada mais importa.

Broncos e ogros especialistas n'alguma quinquilharia teórica e estúpidos completos em tudo o mais, não passam de anões morais infantilizados afetivamente, reacionários políticos e analfabetos culturais.

Em suma: o burocrata é a prova dos nove de que a gestão por especialistas é algo que, a longo prazo, nos reduziu todos a soluções e problemas postos sob o horizonte infernal da mediocridade conformista e passiva.

Refastelados ante a TV maior que suas memórias completas, sua grande preocupação é: "meu seriado preferido, é hoje à noite que passa?"

Pepeta, neném!!!

Comentários

Anônimo disse…
Burocracia esse é o nome do Estado. Burocracia esse é o codinome de qualquer serviço que nos oferece o Estado. A burocracia, agora, também, serve às prestadoras de serviço privadas, principalmente àquelas que atuam por concessão do poder público, as companhias elétricas, telefônicas e de água, exemplos mais comuns. O Judiciário é o campeão, não, não é o segundo, é o campeão: nada, absolutamente nada que entra naquele forno deixa de receber uma forte dose do fermento burocrático e sempre se torna um monstro. O cidadão que reclama do pé da geladeira que comprou na internet corre o risco de sair algemado condenado a 10 anos de cadeia. Lojas virtuais e de departamentos, agência de veículos e construtoras complicam-se nos próprios negócios, aproveitam-se das complicações. Quem tem coragem de ir à delegacia?