"tira, põe, deixa o zambelê ficar"



A iluminista aposta de que se desligará TVs por desgaste do catastrofismo não se confirma

Ou a de que a lógica do catastrofismo midiático espantaria publicidade ou audiência.

São antes um desejo do que uma tendência que possa reverter o golpe A serpente já saiu do ovo Agora é "salve-se quem puder", para os que tem algo a rapinar. Voltamos à desfaçatez dos 30% de sempre descendo o cacete no lombo dos mesmos 70% de sempre, com os sobreviventes de praxe servindo de propaganda a legitimar a esfola. Acabou a trégua garantida sob o lulismo de resultados. Caso grego é a versão europeia do "compromisso com o capital". Nossa história, como a egípcia, a líbia ou palestina, é recheada de exemplos de como tal compromisso se realiza nas colônias sob dominação direta ou por esbirros locais.

Sim, lamento informar: a história sempre tem algo a nos ensinar: ensina que, quando algo ruim é possível, é um pior caminho que ele o que se perfaz enfim. Os esbirros da Botocúndia resolveram jogar merda no ventilador. Processo é irreversível.

Enquanto isso, a esquerda radical, tricotando seus castelos nas nuvens como de hábito, não se dá conta de que será a próxima vítima, e se fez de cega nesse massacre, cuja versão midiática-juridicizante local completa dez anos esse ano.



Comentários