tradição pacifista do Itamaraty e a cesura ideológica da censura




Como tantas outras tradições, a tradição pacifista do Itamaraty, no que depender de alguns, vai para o vinagre e fim.

Um professor de um curso de Relações Internacionais que tem por foco graduar alunos que consiga ingressar no Instituto Rio Branco alega que respeito a direitos humanos fragilizaria segurança na França.

Lamento informar: essa pauta FOI a porta de entrada de estados de exceção, para ficar apenas nos nossos tempos, como os que vigoram nos EUA, Arábia Saudita ou Israel. Ou em regimes como as ditaduras militares latino-americanas ou as franquistas e que tais.



Sabemos que a carreira diplomática se inicia com uma prova de ingresso para o Instituto Rio Branco.

Sem entrar no mérito de sua gênese, e nem insinuando que seja necessário tal graduação para a carreira diplomática, o fato é que há três tipos de curso de relações internacionais no país.

Há os do perfil do oferecido pela PUC-SP, que têm como foco a dimensão jurídica.

Há o de perfil como o do Facamp, que prioriza economia para que graduando sobressaia-se em negociações empresariais mundo afora.

E há os do gênero oferecido pela UnB, voltados para carreira diplomática.

Não é à toa que a bancada dos 3 B's nos quer submeter à censura ideológica nas escolas.



Uma vez aprovado tal projeto, uma cesura emerge.

É a da amputação de pautas emancipatórias ou anti-sistêmicas.

Cesura parcial, já que as emplumadas sumidades defensoras da pauta contrária seguirão falantes a pautar debate.

Falantes que são, tal como o indigitado aqui citado, em suas premiadas carreiras seguirão fiéis na defesa duma pauta fundada em horrores.

Sempre em nome do mundo como o dos Smurfs, feliz e bacanundo.

Em nome de ficções louvadas em prosa e verso enquanto cada nova volta do parafuso só reforça o garrote que aniquila mais e mais o pescoço de tudo o que altere atual curso das coisas.



E assim seguimos todos ao sabor das ondas desse mar de tragédias humanas e naturais.
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