correlação ou capitulação?


A notícia do namoro Alckmin-MST, mesmo sendo parida [link] por uma latrina pútrida, tem ao menos uma declaração atribuída ao Gilmar Mauro, que é: 

De saída, por que se pode dizer, de saída, que é perdida a luta que é a disputa por espaços no mercado? 

Porque acaba por afetar a refinada arquitetura política do MST na elaboração coletiva de suas prioridades e diretrizes dos embates, na medida em que submete a política de enfrentamento às prioridades postas pelo reino da produção e circulação de mercadorias, da qual essa "aliança" é apenas um de seus capítulos.  

O fato é que o pilar da "correlação de forças" que sustenta as lutas do MST está descarrilhando um movimento tido como "paradigmático", por sua combatividade, a todos os lutadores dos nossos tempos.

Alguém se lembrou aí de processo análogo de captura e empoderamento sob o qual, lá nos anos 50/60, capitularam PCs ocidentais e sindicatos também um dia revolucionários e perigosos lá na alvorada do séc. XX?

Mas, como a história não se repete... fiquemos por aqui.

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