saída recolonizadora da crise, a solução norte-americana para a perda de seu protagonismo no quintal latino-americano, e uma outra, nunca explicitada


Golpes em Honduras, Paraguay e Brasil, bases militares na Argentina... Recolonização em diferentes formas se efetiva. 

Não tarda, e a Venezuela será invadida.

Pulemos o capítulo da lavagem cerebral e factóides que venderá a guerra como "necessária", e vamos ao que interessa. 

Aposto um chiclete mascado que Brasil repetirá vexame da Tríplice Aliança, pela qual projeto colonizador inglês destruiu autonomia do povo paraguaio... e tudo isso em pleno século XXI...

Volta à cena a partilha predatória de espaços territoriais pelos hegemóns.

Foi a solução adotada na passagem do XIX ao XX, destacando-se lá a partilha da África e Oriente Médio entre as potências de então.

Lá, como consequências, as duas guerras mundiais e esse mapa maluco imposto aos povos tanto do Oriente Médio quando do Leste Europeu.

Solução que fomentou todas as desventuras geopolíticas de ambas as regiões séculos XX e XXI afora.

Em suma, tudo somado, o que temos?

Estamos às voltas com crises geradas no XIX, retrabalhadas, contornadas e aprofundadas desde então.

Proponho duas datas-chave para se pensar a superação deste cenário: 1848 e 1871.

Os entendidos sabem bem do que estou falando.

À saída norte-americana de recolonizar a América Latina como margem de manobra para lidar com a perda de protagonismo no antigo, atual e futuro quintal latino-americano, temos uma outra saída.

Uma nunca explicitada.

Uma que começa com a mobilização, organização, enfrentamento e luta sem tréguas anticapitalista, libertária, socialista e popular.

Tudo o mais é balela para cientista político, jornalista e jurista dormirem o sono dos carneirinhos.

Entendeu, ou quer que eu desenhe?

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