pesadelos, pactos, lasanhas, flores e guilhotina


Esse motim existe.

Cotidianamente.

Em todos os lugares.

Chama-se bater as metas, todas a metas, e se atingir as metas, dobrar as metas.

Próxima meta?

Derrubar o pato manco da cadeira presidencial por alguma firula jurídica.


Na foto, Pato Manco na primeira semana após Golpe de Abril, num de seus típicos momentos de grandeza.


Por um acordo de lideranças do Senado, após Renan VOLUNTARIAMENTE chamar o PSDB para um PACTO CIVIL PELA GOVERNABILIDADE DEMOCRÁTICA.

Colocar o Vampiro na presidência, sem prazo para sair.

Esse pacto cancela as presidenciais de 2018, sendo abençoado e benzido pelo ser anódino que tomou posse no STF hoje.

Qual ser? Aquele agraciado ainda outro dia com medalha medalha medalha pela Famiglia Marinho.

A Famiglia que de fato manda e desmanda no país.

Manda e desmanda apenas para representar e impor na pauta do dia, do mês, do ano, do século, para sempre, os interesses yankees.

Yankees que assim vão empurrando com a barriga a conta do seu colapso por mecanismos de recuperação econômica via recolonização da AL, e parcelas cada vez maiores do Oriente Médio, África, Ásia e Europa.

Processo de recolonização que, aqui na Botocúndia, não precisou disparar um único peido dum tiro.

Bastou doar algumas tramontinas, camisas da selenike e patos de plástico amarelo.

E, claro, vender, a preço de ouro, farta munição para repressão urbana dos descontentes pelos dispositivos militares.

Pelas polícias cada vez menos transparentes.

Por PMs que são cada vez mais o soberano nessa jornada de horrores que inaugura o fim desse ex-Estado-nação.

E tem gente que ainda enxerga, nesse imbroglio todo, algo como disputa por hegemonia.

É a turminha que sonha o mais gostoso dos sonhos na Matrix do Estado de Direito Realmente Existente.

A turma que sabe ser a lasanha falsa, mas degustam-na assim mesmo, "para ocupar espaços" em busca daquele tipo de reconhecimento que agracia a todos, embora o ditadorzinho paranaense faça parecer valer só para um dos partidos que disputam o botim.

Turma cuja maioria está à frente de TVs ou nos panfletos dos Frias e Mesquitas da vida devorando e regurgitando a pauta e firula do dia, mas com segmentos aí nos bastidores a legitimar o esbulho "disputando espaços", em busca daquele tipo de reconhecimento idem, ibidem.

Tem a turminha que fica ou batendo tambor, ou na célula da organização ou ainda os hipsters às voltas com o umbigo de suas particularidades em redes pluriversas horizontalizadas antilogocêntricas deseuropeizadas (desculpem os neologismos, mas tudo somado, é isso que nos apresentam, e ai de quem ouse não enunciar suas diversidades, não posso fazer nada), galera que, no frigir dos ovos, não serve sequer para dispersar forças, grupúsculos que sempre foram, são e serão.

Tem também os fundamentalistas cristãos aí a impor o retorno ao século IX a.C de modo cada vez mais eficaz.

Em suma, estamos na roça:


Para dizerem que não falei das flores:



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