Porcomunas y otras cositas más


Hoje, na manifestação da Paulista, os Porcomunas.

O que não evita reconhecer ser comum aquele torcedor de futebol, ao menos nesse país, e não me refiro aos meros simpatizantes, mas o que vai ao estádio, veste a camisa etc. – e isso vale para os de qualquer time  mais que reacionário, ser sim efusivo propagador das teses da direita, ou mesmo as da extrema-direita quando em situações-limite. 

Eis aí duas categorias sociais encharcadas de senso comum fascistóide: motorista de táxi e torcedor que vai a estádio. 

Você já viu um torcedor que seja fanático militante pelo time e
, ao mesmo tempo, sensível a questões sociais, militante em lutas emancipatórias, partidário de causas políticas anticapitalistas? 

Pois é, somos minoria.

Quanto a mim, minha paixão por futebol veio por vias tortas: sabe aquela história de primeiro amor que resulta num gigantesco Titanic enfiado goela abaixo? Pois foi assim que meu amor ao Palmeiras deitou raízes, para compensar, no amor ao Alviverde Imponente, aquele longínquo e pontual déficit estrutural no campo afetivo feminil... Se é verdade ou se é mentira eu não sei, só sei que foi assim.

Falando em histórias mal contadas, isso me lembra os unicórnios gambásticos e flamenguistas: são aqueles torcedores que fecham os olhos às dezenas de escancaradas ações mafiosas que sustentam os percursos de seus times, e o fazem sob pretexto de fantasiada identificação popular ou, no caso alvinegro, repetição de um mitologema referindo-se ao fracassado experimento de 18 meses de duração já muitas décadas atrás nomeado "democracia curintiana".

No caso desses dois times, isso permite uma conclusão: quem pensa que só em Brasília há golpistas, engana-se. 

Que o diga o último julgamento do STJD [detalhes, aqui], sobre o qual só se pode dizer uma coisa: virou regra a palhaçada que foi [leia aqui] a sessão do Senado de lobos que golpearam mandato de 54 milhões de votos em 2014 para a presidência da República dos Bananas.



Falando em gambá, não custa lembrar que somos adversários, e o inimigo comum é a equipe do Panetone do Jardim Leonor.



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