reposicionamento da nave


Dia desses, um jovem palmeirense daqui da região em que habito perguntou-me o porquê de postagens poucas. Desconversei um desvio por outras mídias, twitter e instagram, embora por lá também tenha sumido, tanto que nem citei o face coberto pela poeira de vários abandonos.

A morte ontem de uma colega de um dos vários coletivos que me cruzaram o caminho, marcuseana recém-doutora em filosofia lá pela Unicamp, atualiza à memória a finitude e brevidade da viagem de fim tão solitário reservado a cada um nessa nave tão sequestrada por piratas, um desses sequestros mas não o último sendo o do Golpe de 16 de Abril.

Assim, tentarei passar mais tempo esfarelando minúcias aqui e ali, algo e outra coisinha mais, já que, dessa balbúrdia toda, a única certeza, houvesse alguma, seria: não tarda o dia em que, não bastasse ignorar o que dizer, sequer haja qualquer saber nesse dia que, espero muito, tarde.

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