detalhezinho besta


1 - Estado da Questão

Se isso aqui fosse um Estado-Nação, esse pastiche de legislativo, executivo e judiciário teria sido enquadrado já em 2005.

Se isso aqui tivesse uma pauta que não fosse a de se tornar satélite e quintal americano, coisas como Moro, Barbosa, Mendes, Serra, Alvaro Dias, TCU, PSDB, PF, ACM, PGR, FHC, TCM, RGT, FSP, IURD, FIESP, FEBRABAN, PMDB [o espesso chorume movido a siglas escorre à larga] e que tais estariam condenadas por conspirar contra o estado, destituídos de seus cargos e bens, expropriados de seus ativos, condenados a penas de prisão de segurança máxima.

Mas para tanto seria necessário algo básico: que a implantação das instituições liberais fossem resultado de uma conquista social e lutas populares.

Que o estado de Direito realmente existente não fosse mero pacto de elites visando a reprodução de suas seculares distinções de classe e manutenção da desfaçatez ante pautas de  integração social dos carregadores de piano e do andar de baixo.

Há, claro, as exceções de praxe, bom ressaltar, uma delas o sapo barbudo de nove dedos, e que só servem de verniz pr'aquele lustre fofo ao esbulho e mata-esfola que são o padrão de medida que interessa manter operante.

2 - Perspectivas

Nossa política de esquerda que não se dá conta de que perdeu e que precisa começar do zero.

Nossos amigos estão focados em girar em círculos fornicando o que se mexa pela frente enquanto se drogam de todos os modos possíveis.

Os círculos de atuação e estudos forçados ao convívio com qualquer um, em nome da defesa da alteridade e participação sem distinções ou filtros.

A defesa da alteridade serve como mecanismo de controle social sob a retórica de verbetes como cidadania e democracia.

Os quais, por seu turno, fundam e organizam práticas e consensos pautados por exclusão e silenciamentos.

Para coroar esse tolete que se passa por participação política, o voto piedoso de militantes imaginários em sofás ou ONG’s subscreve fraseologias sob a fantasia de que assim se faz alguma coisa para mudar o mundo... 

O que temos? 

Aquele patamar que é melhor não nos deprimirmos.

Pois a chance de pirarmos numa dessas fantasias adesistas é concreta e, não raro, irreversível...


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