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Reposicionamento

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“… hoje todas as pessoas querem se fazer ouvir e, fatalmente, em certos casos fazem ouvir apenas sua simples burrice. Então digamos que era uma burrice que antigamente não se expunha, não se dava a conhecer, ao passo que, em nossos dias, vitupera”. ( Umberto Eco )

áudio: Paulo Arantes analisa uma 'conjuntura demoníaca' sob um horizonte brasileiro de expectativas [UnB, 8/out/19]

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No oitavo dia de outubro de 2019, cerca de um ano após a eleição de Bolsonaro, Paulo Arantes foi o professor convidado para fazer a fala da abertura oficial da VI ENPGFIL-UnB (Encontro Nacional na Graduação em Filosofia, Universidade de Brasília, link para a programação do evento aqui ), evento organizado por um grupo de graduandos do curso de filosofia  que tem por tema “Para a crítica de formas de vida: poder e desobediência” (cf. ainda, no final desse post, poster do Encontro bem como dessa conferência em particular e mais algumas fotos) . Como debatedor, Giovanni Zanotti, e na mediação da mesa, eu, Gilberto Tedeia. Entretanto, Arantes iniciou sua fala desculpando-se por se afastar do tema oficial do encontro, "mas um afastamento literal, não de espírito: vai tratar do óbvio, o que está rolando no Brasil e no mundo e que todo mundo está interessado em decifrar" e que se fosse dar um título à conferência, seria uma "análise da expressão 'conjuntura demoníaca...

havia um Lula na antecâmera da Morte e Vida Amarilda

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(foto de Ricardo Stuckert) é, eis um que errou feio, e muito, a estratégia... supôs, sabe-se lá por quais equívocos teóricos e práticos, supôs que, por ter assumido, para dar uma data, desde a derrota de 1989, que a pauta deveria ser a engorda dos corvos, acima de tudo, e o Brasil acima de todos, supôs que isso garantiria direito adquirido sobre os farelos distribuídos ao resto da fauna na senzala, e supôs que todos, corvos e fauna sobrante, seguiríamos adiante a sua obra. Em três anos, tudo se desmanchou, acabou a festa, e o José de nove dedos? e agora?, é só outra vítima dos esbirros engordados na surdina o tempo todo. E esses engordados na surdina o tempo todo, agora saíram da tocaia onde rolou o acúmulo de força, (em algum lugar essa teoria funciona, afinal) e voltam a executar outra volta no parafuso, a queimar a rosca da velha matável vida severina. Quanto a nosotros, direto dos ve...

Já não tinha pão, circo já era também? #ForçaFlamengo

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1 E aí? como fica isso? Mariana, Brumadinho, CT do Fla, chacina nos morros, de lideranças, da CLT, SUS, previdência, índios, negro, estupro e feminicídio a rodo... Fomos uma sociedade, voltamos às cavernas, arminha em punho. 2 caiu avião da Chape.... com presidência do time economizando gastos... nada muda, só piora, e o futebol é a parte visível do retorno às cavernas. uma coisa é ser inadministrável. outra bem diversa é, de modo deliberado, produzir-se a catástrofe... agrotóxicos, fim da justiça do trabalho, previdência, liberar arma no campo para proprietário chacinar o que tiver pela frente... nome disso: guerra civil. e só um dos lados está lutando. o outro tem como função permitida morrer . e ainda um bando de retardado gritando Dom Sebastião Livre . 3 Por que esperar uma tragédia para diminuir faz-de-conta da fiscalização? Por que esperar 40 anos para lamentar não 10 inocentes, mas dezenas de dezenas de milhões de inocentes futuros, ceifados p...

500 anos sem tréguas

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Sabemos ser de Joachim Patinir, que viveu de cerca de 1480 a 5.out.1524. A obra completa este ano 500 anos. É prolongado o seu nascimento, estendeu-se até 1520. Seu nome refere-se a Descanso na Fuga para o Egito .

Coletes Amarelos, 15.dez.2018, nova carga de gás pimenta chegando

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qual é o teu lado?

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das ruínas, um rearranjo

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Tem certos colapsos, crises, perdas que exigem reinventar um campo com silenciamentos a deslocarem um campo de pertencimento. É aquela situação de cortar na carne, como se diz. Como se tivesse de ou tirar um móvel, fechar uma rua, derrubar uma árvore, ou então acrescentar um atalho, uma nova cor, outro tempero nas vivências e memórias e demandas e medos e decisões.  Nada será como antes. A única certeza: agonia, angústia, desespero, aquele agastamento de quem está à beira de um precipício só trevas ao fundo ao longe adiante até quando não se sabe nem disso tudo um porquê. Essa agonia é tempestade, terremoto, incêndio, desfolhar vindos desses rearranjos se operando. Em meio aos dias dessa tormenta tão humana, demasiado humana, caso o náufrago encontre um ponto fixo onde apoiar os pés para tirar a cara do pó e consiga seguir vivendo, envelhecem-se anos nesses momentos decisivos.

la mort elle-même

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A morte segue sendo *O* espinho  a rasgar o que lhe cruze  *O* caminho. Aos partidos  por ela, Rest in Peace !

"fake news": qual a novidade?

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Feliz dia das Mães, caro leitor! Que o mundo tornou-se fake de cabo a rabo não deveria ser causa de espanto. Quando foi mesmo que vigorou, que ninguém ficou sabendo, a análise crítica mediante debate transparente em suas premissas e pressupostos visando a construção conjunta de uma pauta emancipatória com passos e tarefas coletivamente geridas em igualdade de condições? Para facilitar a vida do leitor perdido em miragens, algumas dicas da "novilíngua".  Sejam três as dicas, mas saiba-se que podiam ser três dúzias, centenas, milhares:  1. "autenticidade": menos que delírio metafísico a acalentar órfãos da morte de dels ;   cercadinho a impor a "narrativa" de alguma quadrilha com a identidade do respectivo umbigo cartografada e posta à venda no mercado de "ativos antropologicamente certificados", o que inclui os "esquizo-descontruídos especistas pós-humanos", dentre tantas seitas abertas à adesão incondicional; 2....

olha a mão boba aí... pior para quem gosta!

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Também inclui política institucional, direito, religião, moral, propriedade, necessidades básicas, contas, editais, interesse pessoal, governabilidade... A lista tende ao "mau infinito meramente quantitativo" de cenouras amarradas à testa do asno guiado pela "mão invisível da carroça".