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das ruínas, um rearranjo
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Tem certos colapsos, crises, perdas que exigem reinventar um campo com silenciamentos a deslocarem um campo de pertencimento. É aquela situação de cortar na carne, como se diz. Como se tivesse de ou tirar um móvel, fechar uma rua, derrubar uma árvore, ou então acrescentar um atalho, uma nova cor, outro tempero nas vivências e memórias e demandas e medos e decisões. Nada será como antes. A única certeza: agonia, angústia, desespero, aquele agastamento de quem está à beira de um precipício só trevas ao fundo ao longe adiante até quando não se sabe nem disso tudo um porquê. Essa agonia é tempestade, terremoto, incêndio, desfolhar vindos desses rearranjos se operando. Em meio aos dias dessa tormenta tão humana, demasiado humana, caso o náufrago encontre um ponto fixo onde apoiar os pés para tirar a cara do pó e consiga seguir vivendo, envelhecem-se anos nesses momentos decisivos.
"fake news": qual a novidade?
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Feliz dia das Mães, caro leitor! Que o mundo tornou-se fake de cabo a rabo não deveria ser causa de espanto. Quando foi mesmo que vigorou, que ninguém ficou sabendo, a análise crítica mediante debate transparente em suas premissas e pressupostos visando a construção conjunta de uma pauta emancipatória com passos e tarefas coletivamente geridas em igualdade de condições? Para facilitar a vida do leitor perdido em miragens, algumas dicas da "novilíngua". Sejam três as dicas, mas saiba-se que podiam ser três dúzias, centenas, milhares: 1. "autenticidade": menos que delírio metafísico a acalentar órfãos da morte de dels ; cercadinho a impor a "narrativa" de alguma quadrilha com a identidade do respectivo umbigo cartografada e posta à venda no mercado de "ativos antropologicamente certificados", o que inclui os "esquizo-descontruídos especistas pós-humanos", dentre tantas seitas abertas à adesão incondicional; 2....
olha a mão boba aí... pior para quem gosta!
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